O IGP-M de janeiro avançou para 0,44% na segunda prévia divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (21/01), após registrar 0,14% na leitura equivalente de dezembro. O dado indica uma retomada de pressão nos preços logo no início do ano, com altas espalhadas por todos os componentes do índice.
A aceleração foi puxada por reajustes mais intensos tanto no atacado quanto no varejo e na construção civil. Como o indicador é amplamente usado em contratos privados, a nova leitura passa a ser acompanhada de perto por empresas e agentes do mercado.
Pressão no atacado e IGP-M
Dentro da composição, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) apresentou a variação mais expressiva. O subíndice avançou de 0,12% para 0,45% na segunda prévia, refletindo o aumento de custos na etapa inicial da cadeia produtiva.
Esse comportamento do atacado costuma anteceder repasses para outros segmentos da economia. Por isso, o desempenho do IPA-M reforça a leitura de que o IGP-M de janeiro carrega uma pressão de custos que pode se espalhar ao longo dos próximos meses, sobretudo em setores sensíveis a insumos industriais e agrícolas.
Avanço no varejo e no custo da construção
No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) também ganhou ritmo. A taxa passou de 0,18% para 0,36%, indicando maior pressão direta sobre o orçamento das famílias. Esse avanço ocorre em um período tradicionalmente marcado por reajustes sazonais.
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) registrou alta de 0,57%, bem acima dos 0,22% observados na segunda leitura de dezembro. O resultado reforça o encarecimento de materiais, mão de obra, serviços de engenharia e contratos de obras, elementos que pesam sobre o setor imobiliário.
IGP-M de janeiro no radar de contratos e aluguéis
A leitura da FGV mostra que o IGP-M de janeiro avança de forma disseminada, combinando preços ao produtor, inflação ao consumidor e custo da construção. Essa composição amplia o impacto do índice sobre aluguéis, contratos corporativos, tarifas privadas e reajustes anuais.
Além disso, o comportamento do indicador no começo do ano tende a influenciar negociações futuras, especialmente em contratos indexados que buscam preservar poder de compra em ambientes de inflação mais elevada. O dado reforça a cautela de agentes econômicos diante de um cenário de custos ainda pressionados.











