As vendas de moradias usadas EUA registraram uma queda inesperada em dezembro, sinalizando perda de fôlego no mercado residencial americano. Na quarta-feira (21/01), a Associação Nacional de Corretores de Imóveis informou que os contratos para compra de casas usadas recuaram 9,3% no mês, contrariando projeções de alta e interrompendo uma sequência recente mais favorável.
O índice de vendas pendentes caiu para 71,8 pontos, o nível mais baixo em cinco meses. Esse indicador antecipa as vendas efetivas, que costumam ser concluídas em até dois meses, o que amplia a atenção dos analistas para o início de 2026. O dado reforça um ambiente mais cauteloso, mesmo com taxas hipotecárias levemente menores.
Mercado imobiliário e o choque com as expectativas
O resultado frustrou economistas consultados pela Reuters, que esperavam avanço de 0,4% nos contratos. Os números de dezembro afetaram a leitura de curto prazo após meses de sinais mais construtivos no setor residencial.
A decisão de compra perdeu força diante de um estoque limitado. Os consumidores tendem a postergar negociações quando encontram poucas opções disponíveis, sobretudo em um contexto de maior atenção ao mercado de trabalho e à renda futura.
Oferta restrita e distorções no mercado imobiliário americano
O estoque de casas usadas somava cerca de 1,18 milhão de unidades em dezembro, o menor nível de 2025. Esse dado ajuda a explicar por que as vendas de moradias usadas EUA não reagiram, mesmo com algum alívio nos juros. A escassez reduz a liquidez e limita negociações.
Além disso, muitos proprietários mantêm seus imóveis fora do mercado. A maioria contratou financiamentos com taxas abaixo de 5%, o que diminui o incentivo para vender e assumir um novo crédito mais caro. Ao mesmo tempo, a desaceleração dos preços reduz o apelo financeiro da venda.
Vendas de moradias usadas EUA diante do excesso de imóveis novos
Enquanto o segmento de usados enfrenta restrições, o mercado de moradias novas opera com oferta mais ampla. Essa assimetria cria distorções no mercado imobiliário dos Estados Unidos, deslocando parte da demanda, mas sem resolver o gargalo estrutural do estoque de usados.
Nesse cenário, as vendas de moradias usadas EUA seguem dependentes de ajustes mais profundos na oferta e de maior confiança do consumidor. A leitura de curto prazo aponta para um setor sensível ao emprego, ao crédito e à disponibilidade de imóveis, fatores que devem continuar moldando o ritmo das negociações nos próximos meses.










