O financiamento de mineração no Brasil passou a ganhar atenção direta de empresas dos Estados Unidos após a Brazilian Nickel Limited firmar um memorando de entendimento com a norte-americana Westwin Elements. O acordo envolve o fornecimento futuro de níquel e cobalto do Projeto Piauí Níquel, principal ativo da mineradora britânica no país.
O memorando estabelece um contrato do tipo offtake, formato recorrente no setor mineral para garantir previsibilidade de receita. Nesse modelo, o comprador garante parte da produção futura. Isso reduz riscos e viabiliza o financiamento da mina.
O acordo prevê a venda anual de até 10 mil toneladas de níquel e entre 240 e 400 toneladas de cobalto, ambos em MHP. O material seria produzido no Brasil e refinado nos Estados Unidos, onde a Westwin pretende transformá-lo em níquel classe 1, insumo estratégico para baterias e aplicações industriais.
Financiamento de mineração e estrutura do projeto
Além de ancorar demanda futura, o acordo contribui para a estrutura de funding do projeto no Piauí. A Brazilian Nickel afirma que a produção utilizará lixiviação em pilhas de laterita, tecnologia associada a custos operacionais menores e redução de emissões.
O entendimento ocorre em um momento em que os Estados Unidos buscam reduzir a dependência externa, sobretudo da China, em etapas críticas do refino de minerais estratégicos. Nesse cenário, o alinhamento com cadeias industriais consideradas sensíveis sustenta o financiamento de mineração, além do próprio ativo.










