A morte de Constantino Júnior marca o fim de uma das trajetórias mais influentes da aviação comercial brasileira. Fundador e presidente do Conselho de Administração da Gol Linhas Aéreas Inteligentes, o executivo morreu neste sábado, aos 57 anos, em São Paulo, em decorrência de um câncer, segundo informou a companhia.
Criada há 25 anos pela família Constantino, a Gol surgiu com uma proposta que alterou a lógica do setor aéreo nacional. Ao apostar no modelo de baixo custo, a empresa ampliou o acesso ao transporte aéreo e reposicionou o mercado, até então concentrado em tarifas elevadas e rotas restritas.
Morte de Constantino Júnior e a construção da Gol
A morte do empresário Constantino Júnior interrompe uma atuação direta que atravessou todas as fases da companhia. Em 2001, ele assumiu o cargo de diretor-presidente (CEO), posição que ocupou até 2012, período em que conduziu a consolidação operacional da Gol e sua expansão pelo território nacional.
Em 2004, sob sua liderança, a empresa levou suas ações às bolsas de valores de São Paulo e de Nova York. A abertura de capital reforçou o acesso a recursos e inseriu a Gol no radar de investidores internacionais, fortalecendo práticas de governança corporativa, mercado de capitais e listagem internacional.
Trajetória empresarial e formação executiva
Nascido em Patrocínio (MG), Constantino Júnior era formado em Administração de Empresas e participou de um programa executivo no Japão. Antes da aviação, atuou na Comporte Participações, grupo de transporte terrestre, entre 1994 e 2000, experiência que moldou sua visão operacional.
Além da Gol, ele integrou o Conselho de Administração e foi um dos fundadores do Grupo ABRA, estrutura internacional que reúne companhias aéreas da América Latina. Essa atuação ampliou a presença da empresa brasileira em um ambiente de competição setorial, aviação comercial e expansão de rotas.
A morte de Constantino Júnior e repercussão institucional
O falecimentode Constantino Júnior gerou manifestações no setor público e empresarial. Em nota, a Gol afirmou que os princípios definidos por seu fundador sustentaram o crescimento da companhia. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou o papel do executivo no fortalecimento da aviação no país.
Nos últimos anos, empresário também recebeu reconhecimentos do Valor Econômico, da Gazeta Mercantil e da IATA. Ele mantinha uma carreira paralela no automobilismo, com títulos na Porsche GT3 Cup. A morte de Constantino Júnior encerra um ciclo empresarial cuja influência ainda se reflete na estrutura competitiva do setor aéreo brasileiro.











