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O Banco Pleno passou a ser monitorado de perto pelo mercado nesta terça-feira (27), após a liquidação do Banco Master reacender dúvidas sobre a capacidade de captação da instituição. A leitura ganhou força depois que plataformas de investimento retiraram os títulos do banco de suas prateleiras.
A pressão ficou mais clara no mercado secundário. Os investidores negociaram os papéis do Pleno a taxas que chegaram a 170% do CDI, refletindo cautela elevada diante do novo cenário regulatório e reputacional.
Banco Pleno liquidez e o custo do funding
O banco encerrou setembro com um passivo de R$ 6,8 bilhões. Desse total, R$ 5,2 bilhões estavam concentrados em depósitos a prazo, principalmente CDBs, enquanto R$ 759,7 milhões correspondiam a letras financeiras.
A leitura dos agentes é que a restrição de distribuição no mercado primário elevou o custo do dinheiro. Sem acesso às grandes plataformas, a instituição passou a depender de negociações no secundário, onde o prêmio exigido subiu rapidamente.
Situação de caixa e estrutura do negócio
O modelo do Pleno está apoiado no crédito consignado, especialmente por meio do Credcesta. A carteira total somava R$ 123 milhões em setembro, volume que exige funding constante para manter a originação junto a servidores públicos.
Analistas observam que a continuidade da operação depende da normalização da captação. Embora grande parte dos CDBs tenha cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), a percepção de risco influencia diretamente a disposição do investidor.
Banco Pleno liquidez sob exigência regulatória
A venda do antigo Voiter foi a única operação do conglomerado do Master aprovada pelo Banco Central até agora. A autorização veio acompanhada de uma condição clara: a apresentação de um plano para enfrentar um cenário adverso de liquidez.
Esse ponto reforçou a atenção sobre o Banco Pleno, sobretudo após a saída de Augusto Lima da administração e os desdobramentos da operação Compliance Zero. Em caso extremo, fontes indicam que o patrimônio pessoal do banqueiro, avaliado em R$ 1 bilhão, poderia ser acionado.
Procurado, o banco afirma operar em conformidade com a legislação e diz que sua exposição ao FGC vem diminuindo desde o início das atividades. Ainda assim, o episódio mostra como confiança e funding seguem interligados no sistema financeiro.











