O gasto da Previdência ultrapassou R$ 1 trilhão em 2025, consolidando uma das maiores linhas de despesa do Orçamento federal. O desembolso com benefícios chegou a R$ 1,026 trilhão, enquanto a receita líquida ficou em R$ 709,7 bilhões, ampliando o desequilíbrio do regime geral.
Como resultado, o sistema encerrou o ano com um resultado negativo de R$ 317,1 bilhões. O número consta do relatório das contas do governo central, que reúne Previdência Social, Tesouro Nacional e Banco Central, e reforça a rigidez crescente das despesas obrigatórias.
Gasto da Previdência e os números do Orçamento
Em comparação com 2024, quando a despesa somou R$ 939 bilhões, houve um acréscimo de R$ 87 bilhões em apenas um ano. Além disso, a proposta orçamentária já prevê um avanço adicional, com gastos estimados em R$ 1,11 trilhão no próximo exercício.
Esse volume faz do gasto da Previdência um dos principais vetores de compressão do espaço fiscal. Para efeito de escala, o rombo previdenciário supera todo o orçamento previsto para o Ministério da Saúde, estimado em R$ 271,3 bilhões, o que intensifica disputas internas por recursos.
Despesa previdenciária e o desafio fiscal
Segundo especialistas, a trajetória das despesas com benefícios dificulta o cumprimento da meta fiscal de 2026, que prevê superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB). Nesse contexto, a despesa previdenciária reduz a margem para investimentos públicos e políticas discricionárias.
Além disso, o envelhecimento acelerado da população pressiona o sistema. Mesmo após a Reforma da Previdência de 2019, analistas avaliam que a dinâmica demográfica segue ampliando o desequilíbrio entre contribuições e pagamentos, sobretudo no regime dos trabalhadores do setor privado.
Gasto da Previdência e os próximos anos
O debate fiscal ganha complexidade porque os dados divulgados não incluem os regimes de aposentadoria de servidores públicos nem de militares. Ainda assim, o gasto da Previdência já impõe limites claros ao planejamento orçamentário de médio prazo.
Com despesas obrigatórias em alta, o governo enfrenta escolhas difíceis entre ajuste fiscal, manutenção de serviços e retomada de investimentos. A evolução desse quadro deve seguir no radar do mercado, já que o comportamento da Previdência influencia diretamente a credibilidade das contas públicas e a sustentabilidade do Orçamento.











