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Novas regras do Pix ampliam rastreio e aceleram devoluções

As novas regras do Pix reforçam a segurança, ampliam o rastreamento de transações e aceleram a devolução de valores em casos de fraude, segundo diretrizes do Banco Central.
Novas regras do Pix ampliam rastreamento e segurança
Banco Central reforça mecanismos de segurança com novas regras do Pix. Imagem: Canva

As novas regras do Pix entraram em vigor nesta segunda-feira (02/02) e mudam o modelo de segurança dos pagamentos instantâneos. Agora, o sistema prioriza a recuperação mais rápida de valores transferidos de forma indevida. Além disso, as medidas apertam o cerco contra golpes que se aproveitam da velocidade das transações.

O Banco Central do Brasil (BC) definiu as mudanças e ampliou o alcance do Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado em 2021. Segundo a autarquia, o novo desenho operacional corrige falhas de rastreio. Com isso, dificulta o uso recorrente de contas em esquemas de fraude.

Novas regras do Pix e o novo MED

Com as novas regras do Pix, o MED passa a ser obrigatório para todas as instituições financeiras e de pagamento que operam o sistema. A principal mudança está no rastreamento do dinheiro. Antes, o processo se limitava à conta que recebeu o valor inicialmente.

Agora, o sistema acompanha o recurso mesmo após a passagem por contas intermediárias. Essa prática é comum em crimes financeiros. Dessa forma, o modelo permite o bloqueio preventivo antes que os valores sejam pulverizados. Como resultado, aumenta a chance de restituição ao usuário lesado.

O Banco Central esclarece que o MED só deve ser acionado em casos de fraude, suspeita de fraude ou erro operacional da instituição. Por outro lado, transferências feitas ao destinatário errado, por erro de digitação, seguem fora do escopo do mecanismo.

Segurança reforçada no Pix

Outro eixo das novas regras do Pix envolve a integração entre bancos, instituições de pagamento e órgãos de segurança. O compartilhamento de informações sobre o caminho do dinheiro acelera a identificação de contas suspeitas. Além disso, sustenta decisões de bloqueio imediato.

Ao mesmo tempo, o processo de contestação ficou mais ágil. Desde outubro, todas as instituições precisam oferecer um botão de contestação nos aplicativos. Assim, o próprio usuário inicia o pedido, sem depender de atendimento humano.

Especialistas do setor financeiro avaliam que esse conjunto de medidas pode reduzir em até 40% os golpes bem-sucedidos. O principal fator está no encurtamento do tempo entre a denúncia e o congelamento dos recursos.

Novas regras do Pix e o que muda para o usuário

Na prática, o fluxo ficou mais simples. Após a contestação, a instituição de origem comunica a recebedora em até 30 minutos. Em seguida, os valores são bloqueados e analisados. Se a fraude for confirmada, a devolução pode ocorrer em até 11 dias, segundo o Banco Central.

Com as novas regras do Pix, o sistema ganha mais previsibilidade. Ao mesmo tempo, eleva o custo operacional do crime financeiro. Ao combinar rastreabilidade, cooperação entre instituições e resposta rápida, o Pix avança para uma etapa de maior confiança entre usuários e mercado.

Foto de Flávia Lifonsino

Flávia Lifonsino

Flávia Lifonsino é jornalista formada pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção jornalística e em conteúdos analíticos sobre negócios, investimentos e tecnologia aplicada às empresas, além de experiência em coberturas digitais e projetos editoriais.

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