Os resultados do Santander (SANB11) no quarto trimestre de 2025 (4T25) mostram um banco capaz de sustentar lucro elevado mesmo com a pressão dos juros sobre a margem financeira. Os dados relevados no balanço trimestral do banco, divulgado nesta quarta-feira (04/02), reportam lucro líquido gerencial de R$ 4,086 bilhões no período. O valor, inclusive, é o maior desempenho trimestral do Santander nos últimos quatro anos.
O resultado representou avanço de 6% em relação ao quarto trimestre de 2024 e crescimento de 1,9% frente ao terceiro trimestre de 2025. Além disso, o número superou a média das estimativas de analistas compiladas pela LSEG, que apontava lucro de R$ 4,033 bilhões, reforçando a leitura de consistência operacional do banco.
Resultados do Santander no quarto trimestre e a dinâmica da rentabilidade
Além do lucro gerencial, o lucro contábil somou R$ 4,023 bilhões no trimestre. O valor cresceu 7,4% na comparação anual e avançou 2% frente ao trimestre imediatamente anterior. Já o retorno sobre patrimônio líquido anualizado (ROAE) ficou em 17,6%, com leve retração de 0,1 ponto percentual em 12 meses e estabilidade na base trimestral.
Segundo os dados do balanço de resultados do Santander no quarto trimestre, a margem financeira bruta atingiu R$ 15,332 bilhões no período. Na comparação anual, houve recuo de 4%, enquanto na base trimestral a queda foi de 0,8%. O banco atribuiu esse comportamento à sensibilidade negativa ao aumento da taxa de juros. Ainda assim, parte desse efeito foi compensada pela expansão da margem de clientes, sustentada por volume, mix e disciplina de preços.
Receitas, custos e eficiência operacional
O resultado da receita total do Santander chegou a R$ 21,086 bilhões no quarto trimestre. O número recuou 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas avançou 1,6% frente ao terceiro trimestre. Esse comportamento mostra um banco que conseguiu recuperar tração ao longo do fim do ano, mesmo em um ambiente mais desafiador.
Já em relação aos custos, as despesas gerais totalizaram R$ 6,633 bilhões no período. Houve redução de 2% na base anual, reflexo de controle de custos, embora a comparação trimestral indique alta de 3,3%. Ainda assim, os resultados do Santander no quarto trimestre apontam uma estrutura operacional capaz de preservar rentabilidade mesmo com pressão pontual sobre despesas.
Resultados do Santander no quarto trimestre e a estratégia de crédito
Na carteira de crédito ampliada, o banco encerrou dezembro de 2025 com saldo de R$ 708 bilhões, crescimento de 3,7% em 12 meses. A expansão ocorreu com disciplina na alocação de capital, priorizando ativos de maior retorno e qualidade.
Os destaques ficaram para os portfólios de cartão de crédito, financiamento ao consumo, crédito imobiliário e pequenas e médias empresas. Em paralelo, as captações de clientes somaram R$ 670 bilhões, avanço anual de 3,9%. A mudança no mix foi relevante, com a participação de pessoas físicas alcançando 50% do total, ante 43% dois anos antes, contribuindo para reduzir o custo dos depósitos.
Já as provisões para devedores duvidosos totalizaram R$ 6,105 bilhões no trimestre. O valor cresceu 2,9% na base anual, mas recuou 6,4% frente ao trimestre anterior, sinalizando maior controle recente do risco de crédito. Nesse contexto, os resultados do Santander no quarto trimestre reforçam a capacidade do banco de atravessar um ciclo mais restritivo sem comprometer sua posição competitiva.



