Os shoppings do Brasil encerraram 2025 com faturamento recorde de R$ 200,9 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), divulgados ao longo do ano. O crescimento de 1,2% ocorreu mesmo com tráfego inferior ao período anterior à pandemia, sinalizando uma mudança estrutural na forma como o consumidor utiliza esses espaços. Ao longo do texto, você vai conferir os maiores shoppings do Brasil.
Na prática, o setor de shoppings passou a extrair mais valor de cada visita. O tempo médio de permanência subiu para 80 minutos, o nível mais alto já apurado pela Abrasce, enquanto o ticket médio avançou para R$ 126,79. A combinação entre permanência mais longa e maior gasto individual compensou a redução no fluxo mensal de visitantes.
Maiores shoppings do Brasil e a nova lógica de consumo
A leitura setorial indica que o shopping deixou de ser apenas um polo de compras. Hoje, ele atua como hub de serviços, lazer e conveniência. Dados da Abrasce mostram que 74% dos empreendimentos contam com academias, 90% oferecem serviços estéticos e quase metade abriga polos gastronômicos fora da praça tradicional.
Esse reposicionamento alterou o comportamento do público. “O consumidor vai menos ao shopping, mas quando vai, permanece mais e consome mais. Isso muda o jogo”, afirmou Glauco Humai, presidente da Abrasce. A estratégia ganhou força nos últimos dois anos e passou a orientar novos investimentos.
Além da alimentação, ganharam espaço casas de show, arenas gamer, centros de convenções, farmácias, lotéricas, agências de turismo e serviços financeiros. A diversificação ampliou a recorrência e fortaleceu o papel do shopping na rotina urbana.
Onde estão os maiores centros comerciais do país
O Brasil conta atualmente com 658 shoppings em operação, distribuídos em 253 cidades, com área bruta locável total de 18,3 milhões de metros quadrados. Apesar da interiorização e do avanço de formatos menores, os maiores empreendimentos seguem concentrados em grandes regiões metropolitanas, sobretudo no Sudeste.
No topo do ranking está o Centro Comercial Aricanduva, na zona leste de São Paulo, com 263 mil metros quadrados de ABL. O levantamento inclui ainda Interlagos, União de Osasco e Parque Dom Pedro, além de representantes do Nordeste, como RioMar Recife, RioMar Fortaleza e Salvador Shopping.
A presença nordestina no ranking reflete a maturidade desses mercados e o ganho de escala de empreendimentos regionais, que passaram a competir em área e mix com shoppings tradicionais do eixo Rio–São Paulo.
Confira a lista:
| Posição | Shopping Center | Cidade – UF | ABL (m²) |
|---|---|---|---|
| 1 | Centro Comercial Aricanduva | São Paulo – SP | 263.271 |
| 2 | Shopping Interlagos | São Paulo – SP | 145.000 |
| 3 | Shopping União de Osasco | Osasco – SP | 135.000 |
| 4 | Parque Dom Pedro | Campinas – SP | 126.500 |
| 5 | Novo Shopping Center Ribeirão Preto | Ribeirão Preto – SP | 126.489 |
| 6 | RioMar Recife | Recife – PE | 103.000 |
| 7 | Shopping RioMar Fortaleza | Fortaleza – CE | 97.000 |
| 8 | Iguatemi Bosque | Fortaleza – CE | 93.000 |
| 9 | Salvador Shopping | Salvador – BA | 90.442 |
| 10 | Litoral Plaza Shopping | Praia Grande – SP | 90.000 |
Maiores shoppings do Brasil diante dos próximos passos
Mesmo com o fluxo mensal ainda abaixo das 502 milhões de visitas registradas em 2019, os maiores shoppings do Brasil demonstram capacidade de adaptação. A ampliação do mix e o foco em serviços criaram novas fontes de receita e reduziram a dependência exclusiva do varejo.
A tendência para os próximos ciclos envolve projetos mais integrados à vida urbana, com uso intensivo de entretenimento, gastronomia e conveniência. Nesse contexto, o desempenho de 2025 sugere que tamanho, localização e estratégia de uso passaram a pesar mais do que volume bruto de visitantes.



