A economia da Colômbia cresceu 2,3% no quarto trimestre de 2025, informou o Departamento Administrativo Nacional de Estatística (DANE) na segunda-feira (16/02), resultado abaixo da projeção de 3,1% apurada em pesquisa da Reuters. O dado reforça um encerramento de ano com ritmo inferior ao estimado pelo mercado.
Além disso, na comparação com o terceiro trimestre, o avanço foi de apenas 0,1%. O desempenho trimestral revela perda de tração no fim do ano, mesmo com sinais de reação em segmentos ligados ao consumo.
Serviços sustentam a economia da Colômbia
O principal suporte veio do comércio atacadista e varejista, que registrou expansão de 4,6% na comparação anual. O desempenho indica retomada gradual da atividade comercial, apoiada pela demanda interna.
Também contribuíram as atividades artísticas, de entretenimento, recreação e outros serviços, que avançaram 9,9%. O crescimento desses segmentos reforça o peso do setor de serviços na composição do Produto Interno Bruto (PIB) colombiano.
No entanto, a dependência maior de áreas ligadas ao consumo contrasta com a fragilidade de setores tradicionalmente relevantes para a estrutura produtiva do país.
Setores extrativos pressionam o PIB colombiano
A mineração recuou 6,2% na comparação anual. O resultado impacta a balança comercial e reduz a contribuição da indústria extrativa para o crescimento agregado.
Além disso, a construção civil caiu 2,8%. A retração nesse segmento afeta a formação bruta de capital, reduz o dinamismo do mercado imobiliário e sinaliza cautela no investimento privado.
Esse contraste setorial ajuda a explicar por que a economia colombiana não alcançou as expectativas do mercado financeiro, mesmo com expansão em áreas específicas.
Economia da Colômbia e o ritmo para 2026
Embora o crescimento anual tenha permanecido positivo, o avanço marginal de 0,1% no trimestre sugere moderação do ciclo econômico. O resultado oficial do DANE amplia o debate entre analistas sobre o fôlego da atividade no início de 2026.
Para o mercado, segundo a pesquisa da Reuters, a expectativa era de um desempenho mais robusto no encerramento do ano. A diferença entre projeção e resultado tende a influenciar as avaliações sobre política monetária, confiança empresarial e trajetória do crescimento econômico.
Assim, a economia da Colômbia inicia o novo ano com expansão moderada e forte assimetria setorial, cenário que exigirá monitoramento atento dos indicadores de consumo, investimento e produção.





