O lucro da Telefônica Brasil, dona da operadora de telecomunicações Vivo, atingiu R$ 1,877 bilhão no quarto trimestre de 2025 (4T25), alta de 6,5% em relação ao mesmo período de 2024 e acima das projeções do mercado. A média compilada pela LSEG apontava expectativa de R$ 1,73 bilhão. Assim, a dona da Vivo encerra o ano com resultado superior ao esperado, reforçando sua capacidade de geração de caixa no setor de telecomunicações.
O desempenho foi sustentado pelo crescimento das operações, que levou a uma expansão de 18,0% do EBIT (Earnings Before Interest and Taxes, ou Lucro Antes de Juros e Impostos). A receita líquida somou R$ 15,611 bilhões, avanço de 7,1% na comparação anual.
O impulso, inclusive, veio do pós-pago, da fibra óptica e dos dados corporativos, além de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de serviços digitais. Nesse contexto, a companhia manteve foco em segmentos de maior valor agregado, o que contribuiu para preservar margens e ampliar eficiência operacional.
Lucro da Telefônica Brasil mantém avanço operacional
Entre os principais indicadores do trimestre temos:
- Ebitda ajustado: R$ 6,699 bilhões, crescimento de 8,1% sobre o 4T24;
- Margem Ebitda ajustada: 42,9%, alta de 0,4 ponto percentual;
- Despesa financeira: R$ 663,7 milhões, elevação de 93,8%;
- Dívida líquida: R$ 13,109 bilhões em 31 de dezembro de 2025;
- Investimentos (Capex): R$ 2,359 bilhões, retração de 4,0%, equivalentes a 15,1% da receita operacional líquida.
A despesa financeira cresceu devido a uma base de comparação atípica no 4T24, que registrou efeito positivo de R$ 406 milhões relacionado à reversão de atualizações monetárias ligadas à migração do regime de concessão da voz fixa para autorização. Por outro lado, a redução do Capex indica menor intensidade de investimentos no período. Dessa forma, o lucro da Telefônica Brasil reflete expansão de receita e Ebitda combinada com disciplina financeira.





