A concessão da Rota Mogiana entrou na reta decisiva nesta terça-feira (24), com a entrega de quatro propostas para administrar 520 quilômetros de rodovias estaduais por 30 anos. O projeto prevê R$ 9,3 bilhões em investimentos e terá leilão na sexta-feira (27), às 14h, na B3, em São Paulo.
Nesta etapa, o governo paulista apenas recebeu a documentação e as garantias exigidas no edital. A definição ocorrerá no pregão, quando vencerá o grupo que oferecer a maior outorga fixa pelo direito de exploração da malha rodoviária.
Concessão da Rota Mogiana e a disputa bilionária
Quatro concorrentes avançaram: Motiva (ex-CCR), MC Brazil Concessões Rodoviárias, ligada ao fundo Mubadala, EPR Participações e o Consórcio Rota Mogiana, liderado pela Azevedo & Travassos. A presença de capital internacional reforça o interesse externo em ativos de infraestrutura rodoviária no Estado.
O modelo adotado prioriza o maior pagamento ao governo, mas impõe exigências de capacidade técnica, financeira e jurídica após o resultado. Caso a vencedora não comprove os requisitos, a segunda colocada poderá ser convocada, conforme as regras do edital.
Concessão das rodovias paulistas e os investimentos previstos
A nova administração deverá executar obras de duplicação em trechos das rodovias SP-350, SP-344 e SP-215. Também estão previstas melhorias em segurança viária, construção de passarelas, ampliação de iluminação urbana e implantação do sistema Free Flow, que elimina praças físicas de pedágio.
Ao todo, nove cidades da região de Campinas serão impactadas, entre elas Campinas, Jaguariúna e Mogi Mirim. O pacote inclui tanto trechos já operacionais quanto segmentos remanescentes, formando um corredor logístico relevante para o escoamento da produção regional.
Rota Mogiana concessão e o efeito regional
O contrato de três décadas integra o programa estadual de parcerias público-privadas e amplia a estratégia de transferir ativos à iniciativa privada. A aposta do governo é acelerar a modernização da malha e ampliar a eficiência operacional sem pressionar o orçamento público.
Além disso, o certame ocorre em ambiente de forte competição por ativos de transporte, com investidores atentos a contratos de longo prazo e receitas indexadas. A concessão da Rota Mogiana sintetiza esse cenário ao combinar escala, previsibilidade regulatória e potencial de geração de caixa.
No plano regional, a concessão pode alterar a dinâmica de mobilidade e logística no interior paulista. Se confirmados os aportes previstos, a Rota Mogiana tende a redefinir padrões de gestão e investimento nas rodovias da região nos próximos anos.





