Preço da gasolina nos EUA dispara com salto do petróleo Brent

Gasolina nos EUA supera US$ 3 por galão após salto do petróleo Brent. Escalada no Oriente Médio pressiona inflação, mercado de energia e cenário político americano. Saiba mais.
Bomba de gasolina em posto nos EUA, representando alta no preço da gasolina nos EUA, que disparou com alta do petróleo Brent
Preço da gasolina nos EUA ultrapassa US$ 3 por galão após avanço do Brent no mercado internacional. (Foto: Reprodução)

O preço gasolina nos EUA voltou a subir e ultrapassou US$ 3 (cerca de R$ 15) por galão nesta segunda-feira (02/03), segundo dados da OPIS (Oil Price Information Service). Trata-se, portanto, da primeira vez desde novembro que o combustível rompe esse nível, em meio à escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

O avanço acompanha o salto do petróleo Brent, que subiu mais de 5% e se aproximou de US$ 77 por barril (cerca de R$ 385). Como o derivado é a principal matéria-prima do combustível, a alta no mercado internacional de petróleo foi rapidamente repassada às bombas.

Preço da gasolina nos EUA testa limite psicológico do mercado

A tensão geopolítica atingiu áreas de produção e rotas estratégicas como o Estreito de Hormuz, eixo do comércio global de energia. A instabilidade elevou o custo do barril e pressionou toda a cadeia de energia e combustíveis.

Especialistas estimam que cada avanço de US$ 10 no barril (cerca de R$ 50) pode acrescentar aproximadamente 25 centavos de dólar por galão (cerca de R$ 1,25), dependendo da dinâmica de oferta e demanda e da capacidade das refinarias americanas.

Além do fator externo, os preços da gasolina nos EUA já vinham subindo há quatro semanas consecutivas, contra as projeções do mercado. O país atravessa a transição para a gasolina de verão, exigida por regras ambientais, cuja formulação é mais cara de produzir.

A gasolina no Brasil sente pressão externa?

Enquanto o preço da gasolina nos EUA dispara após o salto do petróleo Brent, no Brasil o preço médio gira em torno de R$ 6,30 por litro, segundo levantamento recente da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Com a redução no final de 2025, o valor varia entre os estados, mas segue pressionado por tributos, custos logísticos e pela política comercial da Petrobras.

Embora a alta do barril no mercado internacional não seja repassada automaticamente, um ciclo prolongado de valorização da commodity tende a influenciar também o mercado doméstico. Como o Brasil importa parte dos derivados e mantém referência externa na formação de preços, a escalada que já afeta o preço da gasolina nos EUA pode, se persistir, gerar novos ajustes nas bombas brasileiras.

Preço da gasolina nos EUA como termômetro econômico

O preço da gasolina nos EUA se consolidou como um termômetro sensível da economia doméstica. Isso porque o combustível, assim como em nosso próprio país, afeta diretamente o transporte, a logística e a percepção de renda disponível entre a população.

Além disso, a situação não é estável, pois, se o petróleo Brent mantiver trajetória elevada, novos reajustes não estão descartados. Portanto, em um cenário de inflação ainda monitorada e um mercado atento à política externa, o preço da gasolina nos EUA deve permanecer no centro do debate econômico nos próximos meses.

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Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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