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Reformas de Javier Milei avançam com 90 mudanças e novo eixo geopolítico

As reformas de Javier Milei marcam nova etapa do governo, com 90 mudanças estruturais, aliança estratégica com EUA e efeitos diretos na economia argentina.
Imagem de Javier Milei para ilustrar uma matéria jornalística sobre as reformas de Javier Milei.
(Imagem: divulgação/Governo da Argentina)

As reformas de Javier Milei entraram no centro do debate político argentino no domingo (1), quando o presidente da Argentina anunciou 90 mudanças estruturais e defendeu uma aliança estratégica duradoura com os Estados Unidos como política de Estado. O discurso, no Congresso, abriu a segunda metade do mandato com foco em 2026.

Além disso, o presidente da Argentina afirmou que o Atlântico Sul será área de disputa nas próximas décadas. Segundo ele, rotas comerciais, recursos naturais, soberania marítima e cadeias globais estão em jogo. O presidente citou minerais críticos, energia, gás, petróleo e presença na Antártida como ativos centrais da Argentina.

O alinhamento inclui sintonia com Washington e Israel. O governo celebrou a operação contra o Irã e voltou a mencionar o atentado à AMIA, reforçando o posicionamento diplomático.

Agenda estrutural e consolidação política

As 90 mudanças propostas abrangem economia, impostos, código penal, sistema eleitoral, educação, Justiça e defesa. Milei afirmou que pretende construir a arquitetura do Estado argentino para os próximos 50 anos.

O discurso ocorreu após a vitória legislativa de outubro, quando o partido A Liberdade Avança obteve 40% dos votos. Na sexta-feira anterior, o Congresso aprovou a reforma trabalhista, ampliando a base para novas votações.

Economistas avaliam que a agenda é necessária para sustentar o modelo econômico do governo. Já parlamentares da oposição protestaram durante a sessão, elevando a tensão no plenário.

Reformas de Javier Milei e os efeitos na economia da Argentina

No campo econômico, as reformas de Javier Milei se apoiam em indicadores que mostram desaceleração da inflação, que caiu de 211,4% em 2023 para 31,5% em 2025. O país também registrou superávit fiscal por dois anos consecutivos, algo que não ocorria desde 2008.

A economia cresceu 4,4% em 2025, puxada por agricultura e setor financeiro. Entretanto, indústria e comércio encolheram, enquanto mais de 21 mil empresas fecharam em dois anos, com perda estimada de 300 mil empregos, segundo sindicatos.

A abertura comercial tornou-se pilar do projeto. Milei criticou o histórico de proteção econômica e afirmou que a liberalização busca elevar competitividade e integrar a Argentina às cadeias globais.

No cenário atual, reformas de Javier Milei consolidam um modelo que combina ajuste fiscal, realinhamento geopolítico e abertura de mercado. O desafio será sustentar crescimento e apoio social diante de custos econômicos ainda presentes.

Foto de Marconi Bernardino

Marconi Bernardino

Marconi Bernardino é jornalista formado pela Unifavip Wyden, em Caruaru (PE). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção de conteúdos analíticos sobre negócios, mercado financeiro e fortunas, além de experiência em jornalismo para televisão e rádio.

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