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Capitalização do BRB incorpora ação no STF por carteiras do Master

A capitalização do BRB incorpora ação no STF para redirecionar fluxos de carteiras do Master. Banco prevê R$ 8 bilhões em provisões e articula aumento de capital de até R$ 8,86 bilhões, além de fundo imobiliário com ativos do DF. Saiba mais.
STF analisa pedido ligado à capitalização do BRB
Supremo recebeu pedido para redirecionamento de fluxos de carteiras do Master. (Foto: Agência Brasil)

A capitalização do Banco de Brasília (BRB) passou a incorporar uma frente no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionada às carteiras de crédito do Banco Master. O presidente do BRB, Nelson de Souza, informou na segunda-feira (02/03) que o banco protocolou na última sexta-feira (27/02) pedido para redirecionar fluxos financeiros atualmente vinculados ao regime de liquidação.

O pleito envolve carteiras cedidas ao Banco de Brasília antes da liquidação extrajudicial do Master, decretada pelo Banco Central em novembro. Com o regime especial, os pagamentos passaram a ser administrados por liquidante nomeado pela autoridade monetária, o que levou a capitalização do BRB a incluir a tentativa de destravar esses recursos.

Capitalização do BRB busca liberar fluxos das carteiras do Master

Na petição, o BRB solicita tutela provisória para que os liquidantes não retenham valores decorrentes dessas carteiras cedidas antes da liquidação. A instituição também pediu que sejam informados os montantes atualmente retidos e os fundamentos jurídicos adotados.

Nelson de Souza afirmou que o STF já deferiu o pedido e determinou que o liquidante preste esclarecimentos em até 48 horas. A gestão trata o redirecionamento como instrumento para recompor liquidez dentro da estratégia mais ampla de capitalização do BRB.

Ajuste contábil exige recomposição de capital

A capitalização do BRB ocorre após a identificação de carteiras consideradas fraudulentas adquiridas do Master. De acordo com o presidente do banco, será necessário registrar cerca de R$ 8 bilhões em provisões no balanço.

Esse reconhecimento impacta o patrimônio líquido e exige medidas para preservar os índices regulatórios exigidos pelo Banco Central. Por isso, a capitalização do BRB combina ação judicial, articulação legislativa e instrumentos financeiros.

No âmbito local, o Governo do Distrito Federal encaminhou projeto à Câmara Legislativa autorizando ações para recomposição ou ampliação do capital social da instituição.

Capitalização do BRB inclui imóveis e aumento de capital

O projeto estabelece limite de R$ 6,6 bilhões para operações de crédito com o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) ou outras instituições financeiras. Paralelamente, o banco submeteu aos acionistas proposta de aumento de capital de até R$ 8,86 bilhões, com assembleia marcada para 18 de março.

Entre as alternativas estruturadas está a criação de um fundo de investimento imobiliário com propriedades ofertadas pelo Distrito Federal. Representantes da Terracap apresentaram avaliação de R$ 6,486 bilhões para o conjunto de imóveis incluídos na proposta.

A liberação dos fluxos no STF pode aliviar a pressão imediata sobre o caixa do banco. Se isso não ocorrer, a capitalização do BRB dependerá mais diretamente do aumento de capital. E, além disso, da estruturação dos ativos imobiliários para recompor o patrimônio e sustentar os índices regulatórios.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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