O lucro do grupo SBF recuou no quarto trimestre de 2025, mesmo com crescimento das vendas da rede Centauro, principal operação do grupo SBF no varejo esportivo. A companhia registrou lucro líquido ajustado de R$ 162,4 milhões no 4T25, queda de 4,7% em relação ao mesmo período de 2024.
O resultado trimestral reflete um período de aumento de custos operacionais e maior volume de investimentos. Ainda assim, as vendas do grupo continuaram em expansão, apoiadas pelo desempenho da Centauro e pela operação da Fisia, empresa responsável pela distribuição da Nike no Brasil.
No acumulado de 2025, o cenário foi mais positivo. O lucro líquido ajustado atingiu R$ 427,6 milhões, crescimento de 2,4% frente ao ano anterior. A receita líquida consolidada chegou a R$ 7,7 bilhões, avanço de 8,2% no período.
Lucro do Grupo SBF e os números do balanço
Os dados divulgados pela companhia indicam crescimento da operação em 2025, embora haja pressão sobre a rentabilidade. Entre os principais números divulgados pela companhia estão:
- Lucro líquido ajustado do Grupo SBF: R$ 427,6 milhões em 2025, avanço de 2,4% em relação a 2024.
- Receita líquida: R$ 7,736 bilhões no ano, crescimento de 8,2%.
- Lucro bruto: R$ 3,7 bilhões, indicador que representa a diferença entre vendas e custo das mercadorias.
- Margem líquida: 5,5%, proporção da receita convertida em lucro.
- EBITDA ajustado (ex-IFRS): R$ 705,5 milhões, indicador usado pelo mercado para medir a geração operacional de caixa.
Mesmo com crescimento da receita, o resultado operacional sofreu pressão de custos. A companhia destacou o impacto da desvalorização cambial, que elevou o preço de produtos importados vendidos pela operação da Nike no país.
Centauro sustenta crescimento do grupo
A rede Centauro continuou sendo o principal motor das vendas dentro do grupo, com forte influência sobre o lucro do Grupo SBF. Em 2025, a operação registrou receita líquida de R$ 4,1 bilhões, avanço de 13% frente ao ano anterior.
O crescimento ocorreu tanto nas lojas físicas quanto no comércio eletrônico. No varejo esportivo, a empresa adotou uma estratégia integrada de vendas, permitindo que o consumidor compre em diferentes canais. Os principais indicadores da operação incluem:
- Lojas físicas: crescimento de 11,2% no faturamento anual.
- Comércio digital: expansão de 19,9%.
- Same store sales: aumento de 13,8%.
O indicador same store sales mede a evolução das vendas em lojas já existentes e ajuda a identificar se o crescimento vem da operação atual ou da abertura de novas unidades.
Operação da Nike também amplia receitas
Outro componente relevante do lucro do Grupo SBF é a Fisia, responsável pela operação da Nike no Brasil. Em 2025, a unidade registrou receita líquida de R$ 4,3 bilhões, crescimento de 6,2% em comparação com o ano anterior.
A expansão ocorreu em diferentes canais de venda:
- Atacado: crescimento de 9,4%, com vendas para redes varejistas e distribuidores.
- Lojas físicas: alta de 7,3%.
- Plataforma digital: expansão de 3%.
Vale ressaltar que os números positivos no Brasil contrariam projeção para vendas em 2025, em que a própria Nike previa resultados mornos.
Lucro do grupo SBF reflete ciclo de investimentos
O desempenho do lucro do Grupo SBF também reflete um período de expansão da companhia. Em 2025, o grupo ampliou investimentos em infraestrutura, lojas e logística, o que elevou os gastos operacionais no curto prazo.
Entre os principais números dessa estratégia estão:
- CAPEX: R$ 423,5 milhões em 2025, aumento de 62,2% em relação ao ano anterior.
- Dívida líquida: R$ 678 milhões ao final do período.
- Alavancagem: 0,96 vez o EBITDA anual.
Esse ciclo de investimentos inclui abertura de lojas, modernização da rede Centauro e melhorias na estrutura logística. No varejo, esse tipo de estratégia costuma pressionar resultados no curto prazo. Porém, os atuais resultados do Grupo SBF também buscam ampliar capacidade de vendas e eficiência operacional nos anos seguintes.





