Copa do Mundo 2026: Fifa ajusta orçamento mesmo com receita prevista de US$ 11 bilhões

A Copa do Mundo de 2026 entrou em fase de revisão financeira após a Fifa cortar mais de US$ 100 milhões no orçamento do torneio. A entidade ainda projeta receitas superiores a US$ 11 bilhões.
Imagem da letreiro da FIFA para ilustrar uma matéria jornalística sobre o orçamento da Copa do Mundo de 2026.
a do Mundo 2026 entrou em fase de ajuste financeiro antes do maior torneio da história. (Imagem: divulgação/FIFA)

A Copa do Mundo de 2026 entrou em uma nova etapa de planejamento financeiro. A Fifa iniciou cortes superiores a US$ 100 milhões no orçamento operacional do torneio que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.

Segundo informações reveladas pelo portal The Athletic, a sede da entidade na Suíça orientou departamentos ligados ao evento a reforçar o controle de gastos. A operação da competição funciona em Miami e reúne equipes responsáveis pela preparação logística e administrativa do torneio.

Copa do Mundo e revisão de gastos operacionais

A revisão orçamentária da Copa do Mundo envolve áreas consideradas estratégicas para a organização da competição. Entre elas estão segurança, logística, acessibilidade, gestão de eventos e estruturas técnicas necessárias para os jogos.

No relatório anual de 2024, a entidade havia estimado US$ 1,12 bilhão em despesas operacionais apenas para a organização da competição. Entre os principais itens estavam serviços técnicos, transporte de delegações, segurança de arenas e gestão de convidados.

Mesmo com os ajustes, o planejamento geral da Copa do Mundo segue baseado em um orçamento total de aproximadamente US$ 3,75 bilhões, considerando também prêmios esportivos e operações ligadas à transmissão televisiva.

Modelo financeiro do torneio mundial

A estratégia financeira da Fifa se apoia na expectativa de arrecadação recorde com a edição de 2026. Em entrevista à CNBC, o presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que o torneio pode gerar mais de US$ 11 bilhões em receitas.

Grande parte desse faturamento virá de direitos de transmissão, patrocínios globais, licenciamento comercial, hospitalidade corporativa e venda de ingressos. A competição será a primeira com 48 seleções, ampliando o número de partidas e as oportunidades de receita.

Ao mesmo tempo, a entidade mantém uma meta financeira definida para o ciclo 2023-2026. O planejamento prevê US$ 12,9 bilhões em receitas, com promessa de reinvestir cerca de US$ 11,67 bilhões em programas de desenvolvimento do futebol.

Copa do Mundo e divisão de custos com cidades

Outro ponto de debate envolve a distribuição de despesas entre a Fifa e as cidades-sede, especialmente nos Estados Unidos. Pelos acordos firmados, governos locais ficam responsáveis por segurança pública, policiamento e controle das áreas próximas aos estádios.

Diante dessa estrutura, o Congresso dos Estados Unidos aprovou um pacote de US$ 625 milhões para reforçar a segurança da competição. No entanto, os recursos ainda aguardam liberação devido à paralisação parcial do governo federal.

Enquanto isso, a Copa do Mundo de 2026 segue em fase de ajustes financeiros e operacionais. O tamanho do torneio, aliado à expansão do número de seleções e à expectativa de receitas bilionárias, transforma a edição deste ano em um dos projetos esportivos mais complexos já organizados no futebol global.

Foto de Marconi Bernardino

Marconi Bernardino

Marconi Bernardino é jornalista formado pela Unifavip Wyden, em Caruaru (PE). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção de conteúdos analíticos sobre negócios, mercado financeiro e fortunas, além de experiência em jornalismo para televisão e rádio.

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