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Negociações comerciais entre EUA e China começam em Paris mirando reaproximação diplomática

As negociações comerciais EUA China começaram em Paris após meses de tensões envolvendo tarifas, tecnologia e cadeias industriais. O diálogo pode abrir caminho para um encontro entre Donald Trump e Xi Jinping e influenciar o rumo do comércio global. Saiba mais.
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Encontro entre Donald Trump e Xi Jinping durante a Cúpula do G20 no Japão, em 2019 (Foto: Shealah Craighead)

Negociações comerciais entre EUA e China começaram neste domingo (15/03) em Paris, reunindo delegações das duas maiores economias do mundo em uma tentativa de reabrir o diálogo econômico bilateral. As conversas ocorrem enquanto Washington e Pequim articulam uma possível reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping nas próximas semanas.

A rodada é conduzida pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e pelo vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng. Segundo a agência estatal Xinhua, os encontros tratam de temas comerciais e financeiros considerados prioritários pelos dois governos.

Negociações comerciais entre EUA e China e agenda diplomática

A Casa Branca afirmou que Donald Trump deve viajar à China entre 31 de março e 2 de abril para se reunir com Xi Jinping em Pequim, embora autoridades chinesas ainda não tenham confirmado oficialmente a visita.

Se ocorrer, será a primeira visita de um presidente americano ao país desde 2017, quando Trump esteve na China durante seu primeiro mandato.

Distanciamento recente entre Washington e Pequim

Nos últimos anos, a relação econômica entre as duas potências passou por um período de tensão marcado por tarifas retaliatórias, restrições tecnológicas e disputas sobre cadeias produtivas globais. Washington impôs barreiras comerciais e controles de exportação sobre setores estratégicos como semicondutores e inteligência artificial, enquanto Pequim respondeu com medidas próprias e restrições a insumos industriais.

A rivalidade também atingiu matérias-primas críticas. A China, que domina grande parte da produção mundial de terras raras, adotou controles de exportação sobre esses minerais estratégicos após disputas tarifárias com os Estados Unidos. O segmento, inclusive, pode ser um grande motor para as atuais negociações comerciais entre EUA e China

Razões para uma nova aproximação econômica

Apesar das tensões, os dois governos buscaram reduzir o risco de escalada. Em 2025, Trump e Xi concordaram com uma trégua tarifária após uma reunião na cidade sul-coreana de Busan. Abrindo, assim, espaço para novas negociações comerciais.

Além disso, a interdependência econômica continua elevada. Mesmo com disputas comerciais, cadeias industriais globais ainda conectam empresas americanas e chinesas. Especialmente nos setores de eletrônicos, manufatura e tecnologia, o que mantém incentivos para retomar o diálogo econômico.

Negociações comerciais EUA China e reflexos globais

Analistas de economia internacional, comércio exterior, cadeias de suprimentos e tarifas de importação acompanham a nova rodada de negociações com atenção. Qualquer avanço pode reduzir incertezas que afetam empresas, mercados financeiros e estratégias industriais ao redor do mundo.

Se as negociações comerciais entre EUA e China evoluírem para um novo entendimento político entre Donald Trump e Xi Jinping, o diálogo iniciado em Paris pode indicar uma tentativa de estabilizar a relação econômica entre as duas maiores potências. E, portanto, reduzir a volatilidade no comércio internacional.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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