A inadimplência no Brasil em 2026 atingiu 49,9% da população adulta, segundo levantamento da Serasa, levando 81,7 milhões de brasileiros a conviver com restrição no CPF.
O dado revela um avanço consistente em relação a 2016, quando 59 milhões de pessoas estavam inadimplentes. Em dez anos, o total cresceu 38,1%, superando o ritmo de expansão populacional e ampliando o alcance do crédito negativo no país.
Inadimplência no Brasil em 2026 cresce acima da população
O avanço da inadimplência no Brasil em 2026 também aparece na estrutura das dívidas. O volume total passou de R$ 348 bilhões para R$ 539 bilhões no período, já ajustado pela inflação. Enquanto o número de pendências subiu de 231 milhões para 332 milhões.
Ao mesmo tempo, o valor médio por consumidor aumentou de R$ 5.880,02 para R$ 6.598,13. Esse crescimento ocorre em um ambiente de maior pressão sobre a renda disponível, especialmente entre famílias com menor capacidade financeira.
Além disso, o levantamento indica que 48% dos inadimplentes recebem até um salário mínimo. Reforçando, assim, a concentração do problema em grupos mais expostos ao endividamento familiar, que já atinge 70% dos lares na cidade mais movimentada do país, e à instabilidade de renda.
Dívida do consumidor muda perfil ao longo da década
A composição da inadimplência no Brasil em 2026 também mudou. Em 2016, os homens representavam 50,24% dos negativados, enquanto as mulheres respondiam por 49,76%. Ao longo da década, porém, esse quadro se inverteu.
Em 2026, as mulheres passaram a concentrar 50,51% dos casos, somando 40,4 milhões de pessoas com restrição. Já a participação masculina recuou para 49,49%, indicando uma mudança consistente no perfil do consumidor negativado.
Outro dado relevante é a persistência do problema. Cerca de 42% dos inadimplentes atuais já estavam com restrições em 2016, o que aponta para uma recorrência no uso do crédito e dificuldades prolongadas na regularização das dívidas.
Inadimplência no Brasil em 2026 pressiona o mercado de crédito
O cenário da inadimplência no Brasil em 2026 ocorre em paralelo à ampliação do volume de crédito, ao uso intensivo de cartão de crédito e à maior presença de empréstimos pessoais no orçamento das famílias.
Segundo avaliação recorrente no setor financeiro, o ambiente de juros elevados e aumento do custo de vida reduz a capacidade de pagamento, elevando o risco de atraso e inadimplência.
Nesse contexto, bancos e fintechs tendem a revisar critérios de concessão, enquanto o comportamento da inadimplência no Brasil em 2026 segue como referência para decisões no mercado financeiro e na gestão de risco de crédito.
Segundo o Serasa, a persistência desse quadro indica que o avanço do crédito não foi acompanhado por igual expansão da renda. Mantendo, assim, elevada a pressão sobre as famílias e reforçando a inadimplência no Brasil em 2026 como um dos principais sinais de desequilíbrio no consumo.





