A Vivo anunciou nesta sexta-feira (27) quem será seu novo CFO, ao confirmar Rodrigo Rossi Monari no comando financeiro a partir de abril. A mudança ocorre em um momento de crescimento operacional e valorização das ações da companhia na B3.
A transição acontece após David Melcon deixar o cargo para assumir função equivalente na Virgin Media O2, no Reino Unido. Com isso, Monari passa a responder diretamente ao CEO Christian Gebara e também assume a área de relações com investidores.
Novo CFO da Vivo e a estratégia interna
A nomeação do novo CFO da Vivo segue uma diretriz de valorização de executivos formados dentro da própria companhia. Monari atua no grupo Telefônica desde 2000 e acumulou experiência em planejamento financeiro, mercado de capitais e gestão de risco.
Ele também liderou iniciativas relevantes, como a emissão de R$ 3,5 bilhões em debêntures ESG em 2022. A operação vinculou captação de recursos a metas de redução de emissões e avanço em diversidade corporativa.
Esse histórico reforça a tendência de continuidade na gestão, especialmente em temas ligados à estrutura de capital e à agenda de sustentabilidade.
Troca no comando financeiro e desempenho
A mudança ocorre em meio a um ciclo de expansão. Em 2025, a companhia registrou receita de R$ 59,6 bilhões, alta de 6,7%, enquanto o lucro líquido somou R$ 6,2 bilhões, avanço de 11,2%.
O EBITDA atingiu R$ 24,8 bilhões, com crescimento de 8,5%. Ao mesmo tempo, a base total chegou a 116,7 milhões de acessos, sendo 103 milhões no segmento móvel.
Na infraestrutura, a Vivo ampliou sua presença com cobertura 5G em 716 municípios e 7,8 milhões de clientes em fibra óptica, com crescimento de 12%.
Esse desempenho reforça a relevância da área financeira na sustentação da expansão e na alocação eficiente de recursos.
Novo CFO da Vivo e os próximos passos
Desde o início de 2026, os papéis VIVT3 acumulam alta de 22,6%, levando o valor de mercado da companhia a R$ 129,6 bilhões. O cenário indica confiança dos investidores na execução da estratégia.
Nesse ambiente, o novo CFO da Vivo assume com a tarefa de manter o equilíbrio entre crescimento e rentabilidade. A companhia avança em infraestrutura digital e amplia sua base, mas enfrenta um setor cada vez mais competitivo.
A capacidade de sustentar eficiência e retorno ao acionista tende a definir o ritmo da empresa nos próximos ciclos.





