O impacto econômico da guerra no Oriente Médio pode provocar perdas de até US$ 194 bilhões, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O conflito ameaça reduzir o PIB da região, eliminar milhões de empregos e ampliar a pobreza.
As perdas estimadas, que variam entre US$ 120 bilhões e US$ 194 bilhões, superam o crescimento acumulado da região em 2025, o que indica reversão do avanço recente.
Nesse contexto, o impacto econômico da guerra no Oriente Médio ocorre por interrupções no comércio, aumento de custos logísticos e instabilidade na produção de energia. Parte desses efeitos, inclusive, se espalha para fora da região, com pressão sobre mercados de energia e possíveis reflexos em inflação e crescimento global.
Emprego reage rápido ao impacto econômico da guerra no Oriente Médio
O estudo projeta a perda de até 3,6 milhões de empregos, com alta de até 4 pontos percentuais no desemprego.
A redução da renda desacelera o consumo e amplia a pressão social. O número de vagas perdidas supera o total de empregos criados na região em 2025, indicando reversão no mercado de trabalho.
Golfo e Levante concentram as maiores perdas
O impacto econômico da guerra no Oriente Médio é mais intenso no Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) e nos países do Levante (como Israel, Líbano e Jordânia).
No Golfo, a dependência de energia e exportações amplia a exposição à crise. Já nesses países, a instabilidade estrutural intensifica os efeitos.
Além disso, nessas regiões, as perdas podem superar 8% do PIB, com queda de produção, investimento e comércio.
Comércio e energia explicam a magnitude do impacto
O PNUD identifica três mecanismos centrais que explicam o impacto econômico da guerra no Oriente Médio: o aumento dos custos comerciais, a queda de produtividade e a destruição de capital produtivo.
O encarecimento dos custos comerciais ocorre com rotas afetadas, seguros mais caros e atrasos logísticos, o que eleva o custo de importação e exportação. Ao mesmo tempo, a produtividade recua diante de paralisações, insegurança e interrupções na atividade econômica.
Já a destruição de capital inclui danos à infraestrutura, instalações produtivas e cadeias de abastecimento, o que reduz a capacidade de produção no curto prazo.
Em cenários mais críticos, os custos comerciais podem subir até 100 vezes, sobretudo se houver paralisações na produção de hidrocarbonetos. Sendo, inclusive, a principal fonte de receita de vários países da região. Esse conjunto de fatores reduz investimentos, trava a atividade econômica e amplia a incerteza, dificultando, assim, a recuperação mesmo após o fim do conflito.
Pobreza avança com perda de renda
A deterioração econômica causada pela guerra tende a ampliar rapidamente a pobreza. O PNUD projeta que até 4 milhões de pessoas podem cair nessa condição, com maior impacto em regiões mais vulneráveis.
Nos países do Levante, a taxa pode subir cerca de 5%, atingindo até 3,3 milhões de pessoas. Já em países como Sudão e Iêmen, os efeitos tendem a ser mais intensos pela fragilidade social.
Inclusive, o Índice de Desenvolvimento Human (IDH) da região pode cair entre 0,2% e 0,4%, o que representa um retrocesso de até quase um ano no desenvolvimento.
Impacto econômico guerra Oriente Médio reverte crescimento recente da região
O impacto econômico da guerra no Oriente Médio transforma rapidamente o cenário regional: crescimento dá lugar à retração, com efeitos diretos sobre emprego e renda.
Segundo o PNUD, mesmo conflitos de curta duração podem gerar efeitos persistentes, especialmente em economias dependentes de energia e comércio.



