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Pessoas mais ricas do mundo 2026: ranking atualizado de abril

A queda das bolsas globais em março, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, reduziu em mais de US$ 100 bilhões as fortunas dos bilionários. O impacto alterou o ranking da Forbes e reposicionou os mais ricos do mundo em abril de 2026.
Imagem de Bernard Arnault para ilustrar uma matéria jornalística sobre as pessoas mais ricas do mundo em abril de 2026.
Bernard Arnault perde US$ 28 bi e cai para 10º no ranking global. (Imagem: Jérémy Barande/Wikimedia Commons)

A lista das pessoas mais ricas do mundo em abril de 2026 chegou com mudanças relevantes após um mês de perdas bilionárias nos mercados globais. A queda de quase 5% do S&P 500 e do Nasdaq, em meio à guerra com o Irã, reduziu em mais de US$ 100 bilhões as fortunas do topo da pirâmide global.

Para o leitor, isso significa uma coisa direta: o ranking dos bilionários — que reflete o desempenho das maiores empresas do mundo — mudou de forma significativa em poucos dias. Mesmo com perdas, os ultrarricos continuam concentrando trilhões de dólares, mostrando como eventos globais impactam rapidamente o patrimônio ligado ao mercado financeiro.

Quem são as pessoas mais ricas do mundo em abril

Segundo a Forbes, as dez pessoas mais ricas do planeta em abril de 2026 são:

  1. Elon Musk
  2. Larry Page
  3. Jeff Bezos
  4. Sergey Brin
  5. Mark Zuckerberg
  6. Larry Ellison
  7. Jensen Huang
  8. Michael Dell
  9. Rob Walton
  10. Bernard Arnault

O ranking mostra uma reorganização relevante em relação ao mês anterior, com mudanças tanto no topo quanto na parte final da lista.

Elon Musk permanece na liderança, mesmo após perder US$ 22 bilhões em março. Sua fortuna está estimada em US$ 817 bilhões, ainda mais de três vezes superior à do segundo colocado.

Larry Page aparece na segunda posição, mesmo com queda de US$ 20 bilhões, refletindo o impacto das ações de tecnologia no período.

Perdas bilionárias explicam mudanças no ranking

O principal fator por trás da reorganização foi a queda generalizada das bolsas, que atingiu diretamente o patrimônio dos bilionários, majoritariamente ligado a ações de empresas. No total, nove dos dez mais ricos ficaram mais pobres em março.

O caso mais emblemático foi o de Bernard Arnault, do grupo de luxo LVMH (Moët Hennessy Louis Vuitton), que perdeu US$ 28 bilhões — a maior queda do período — e caiu da 7ª para a 10ª posição.

Outro movimento relevante foi a saída de nomes tradicionais do top 10.

Warren Buffett, da Berkshire Hathaway, deixou a lista após perder US$ 7 bilhões, passando para a 11ª posição. O espanhol Amancio Ortega, fundador da Inditex (Zara), também caiu, saindo do top 10 após perder US$ 20 bilhões.

Quem subiu mesmo com o mercado em queda

Apesar do cenário negativo, alguns bilionários ganharam posições — e até ampliaram suas fortunas.

Michael Dell, da Dell Technologies, foi o único entre os dez primeiros a registrar aumento patrimonial no período, com ganho de US$ 2 bilhões. Ele saltou da 13ª para a 8ª posição.

Rob Walton, herdeiro do Walmart, entrou no top 10 pela primeira vez em pelo menos três anos, mesmo tendo perdido US$ 3 bilhões — o avanço ocorreu devido à queda mais intensa de outros bilionários.

Jeff Bezos, fundador da Amazon, também subiu no ranking, alcançando a terceira posição, apesar de uma leve perda de US$ 1 bilhão.

Por que o ranking das pessoas mais ricas do mundo mudou

A rápida mudança no ranking revela como a riqueza dos bilionários está diretamente conectada ao desempenho dos mercados financeiros.

Grande parte dessas fortunas está concentrada em ações de empresas listadas em bolsa. Quando os índices caem, o impacto sobre o patrimônio é imediato — mesmo sem venda de ativos.

A guerra no Oriente Médio elevou a percepção de risco global, pressionou os mercados e afetou especialmente empresas de tecnologia e consumo, setores onde estão concentrados os maiores patrimônios do mundo.

A mulher mais rica do mundo em abril

Fora do top 10, mas ainda entre os maiores patrimônios do planeta, Alice Walton segue como a mulher mais rica do mundo.

Herdeira do Walmart, ela possui uma fortuna estimada em US$ 131 bilhões e ocupa a 13ª posição no ranking global. Sua riqueza é resultado da participação herdada na gigante do varejo fundada por seu pai, Sam Walton.

Foto de Marconi Bernardino

Marconi Bernardino

Marconi Bernardino é jornalista formado pela Unifavip Wyden, em Caruaru (PE). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção de conteúdos analíticos sobre negócios, mercado financeiro e fortunas, além de experiência em jornalismo para televisão e rádio.

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