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Gás veicular em Fortaleza avança após reunião entre CEGÁS e Sindiônibus

CEGÁS e Sindiônibus iniciam estudo sobre gás veicular em Fortaleza para reduzir custos do transporte público e avaliar impacto na tarifa.
Gás veicular em Fortaleza pode reduzir custo do transporte
CEGÁS e Sindiônibus iniciam estudo sobre gás veicular em Fortaleza. Imagem: Divulgação Cegás

O avanço do gás veicular em Fortaleza ganhou força após uma reunião entre a Companhia de Gás do Ceará (CEGÁS) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus), que iniciou estudos para substituir o diesel em parte da frota de ônibus da capital.

O encontro, realizado na última sexta-feira (10/04), reuniu lideranças das duas instituições e resultou na criação de um grupo de trabalho. A iniciativa busca avaliar a viabilidade técnica e econômica do uso do gás natural no transporte público urbano e metropolitano.

Para o usuário, a discussão tem impacto direto. A mudança pode influenciar o custo das operações e, consequentemente, a pressão sobre o valor da tarifa.

Reunião entre CEGÁS e Sindiônibus marca início dos estudos

A reunião contou com a presença do presidente da CEGÁS, Eduardo Marzagão, e do presidente do Sindiônibus, Dimas Barreira, além de outros gestores das instituições.

Também participou o diretor técnico e comercial da CEGÁS, Gustav Costa. O grupo discutiu alternativas energéticas para o transporte coletivo, com foco em soluções mais eficientes e sustentáveis.

Como resultado prático, foi criado um grupo de trabalho responsável por desenvolver uma proposta concreta para o uso do gás natural na frota de ônibus.

Gás veicular pode reduzir custo operacional das empresas

O principal ponto em análise é o impacto econômico da substituição do diesel. O combustível representa uma das maiores despesas do sistema de transporte público.

Se o gás veicular em Fortaleza se mostrar mais competitivo, as empresas podem reduzir custos operacionais. Esse movimento tende a aliviar a pressão financeira sobre o sistema.

Na prática, isso pode influenciar a dinâmica dos reajustes tarifários. Mesmo que não resulte em queda imediata da passagem, pode reduzir a necessidade de aumentos frequentes.

Viabilidade depende de infraestrutura e adaptação da frota

Apesar do potencial econômico, a mudança exige uma série de ajustes. O grupo de trabalho terá que avaliar pontos críticos para a implementação. Entre eles:

  • necessidade de adaptação ou renovação da frota
  • criação de infraestrutura de abastecimento
  • custos de transição
  • desempenho dos veículos a gás

Esses fatores são determinantes para definir se o projeto será viável em larga escala.

Proposta se insere na transição energética do transporte

Além do custo, o uso de gás natural responde à pressão por redução de emissões no transporte urbano. O combustível é considerado menos poluente que o diesel, o que pode contribuir para metas ambientais.

Ainda assim, o avanço da proposta depende principalmente da equação econômica. Sem ganho financeiro claro, a adoção tende a não sair do papel.

Próximos passos podem definir impacto para o passageiro

O grupo formado por CEGÁS e Sindiônibus deve aprofundar os estudos e apresentar cenários possíveis para a implementação do gás natural no transporte público.

Caso os resultados apontem viabilidade, o projeto pode evoluir para testes operacionais e, posteriormente, adoção gradual na frota.

O avanço do gás veicular em Fortaleza deixa de ser apenas uma discussão técnica e passa a representar uma possível mudança estrutural no sistema de transporte, com reflexos diretos no custo do serviço e na vida de quem depende dele diariamente.

Foto de Flávia Lifonsino

Flávia Lifonsino

Flávia Lifonsino é jornalista formada pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção jornalística e em conteúdos analíticos sobre negócios, investimentos e tecnologia aplicada às empresas, além de experiência em coberturas digitais e projetos editoriais.

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