A chegada de Diogo Guillen no Itaú como economista-chefe do banco reposiciona como a instituição interpreta juros, inflação e crescimento. O economista assume em julho de 2026, após atuar diretamente nas decisões de política monetária do Banco Central.
A mudança substitui um ciclo de quase dez anos de Mário Mesquita e altera o núcleo que orienta crédito, investimentos e estratégia. Ao trocar um nome consolidado por um ex-diretor do BC, o banco muda a origem da sua leitura econômica.
Essa mudança influencia diretamente como o Itaú define juros, crédito e estratégias de investimento, decisões que impactam empresas, consumidores e o mercado financeiro.
O que muda com Diogo Guillen no Itaú
A entrada de Diogo Guillen no Itaú traz para dentro do banco a lógica recente do Banco Central do Brasil (BCB). Entre 2022 e 2025, ele comandou a diretoria de Política Econômica, responsável por análises que sustentam decisões sobre a taxa Selic.
Na prática, isso altera a forma como o banco constrói seus cenários:
- leitura mais alinhada ao raciocínio do Copom
- interpretação direta de inflação e atividade
- ajustes mais rápidos nas projeções de juros
Essas mudanças impactam áreas centrais do banco:
- concessão de crédito
- precificação de produtos financeiros
- definição de estratégias de investimento
A troca ocorre após a gestão de Mário Mesquita, que liderou a consolidação da área de macroeconomia e research ao longo de quase uma década e seguirá como consultor na transição.
Por que o economista-chefe influencia decisões bilionárias
O economista-chefe ocupa uma posição estratégica dentro de grandes bancos. Não se trata apenas de produzir análises, mas de orientar decisões que envolvem bilhões.
Esses profissionais atuam próximos ao alto comando e influenciam:
- decisões de risco
- alocação de capital
- leitura de cenário global
Em um ambiente de juros elevados, incertezas externas e mudanças fiscais, o papel ganha ainda mais peso. A função exige combinar economia e política para antecipar movimentos e orientar decisões em tempo real.
Especialistas apontam que o desafio central envolve:
- interpretar mudanças rápidas no cenário econômico
- traduzir dados complexos em decisões práticas
- comunicar cenários com clareza para executivos
A experiência em momentos de estresse financeiro também se torna um diferencial relevante na função.
Diogo Guillen assume em virada dos juros e muda leitura do Itaú
No Itaú, a entrada de Diogo Guillen acontece em um momento de inflexão na política monetária. O período recente marcou a transição do ciclo de alta de juros para o debate sobre cortes na taxa básica.
Durante sua passagem pelo Banco Central, o economista participou da construção dos cenários que orientaram essas decisões, com foco em inflação, atividade e expectativas.
Esse histórico tende a influenciar a forma como o banco interpreta os próximos movimentos da economia e reage a eles.
A presença de um ex-diretor do BC no comando da área econômica amplia o peso técnico das análises internas e aproxima o Itaú da lógica da autoridade monetária.
No fim, a mudança vai além da troca de nomes. Diogo Guillen passa a influenciar como o Itaú, o maior banco privado do país lê a economia com efeitos diretos sobre crédito, investimentos e decisões que movimentam bilhões.



