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Fortuna de Elon Musk pode superar PIB de 173 países após IPO da SpaceX

O IPO da SpaceX pode transformar Elon Musk no primeiro trilionário da história e colocar sua fortuna acima da economia de 173 países.
Imagem da fachada da SpaceX para ilustrar uma matéria jornalística sobre o IPO da SpaceX e o PIB dos países.
IPO da SpaceX pode transformar Elon Musk no primeiro trilionário. (Imagem: Sven Piper/Unsplash)

O possível IPO da SpaceX colocou Elon Musk no centro de uma projeção inédita no capitalismo moderno: tornar-se o primeiro trilionário da história. Caso a empresa alcance o valuation esperado pelo mercado, a fortuna do empresário pode superar a economia de 173 países.

A expectativa ganhou força após estimativas apontarem que a SpaceX pode atingir valor de mercado entre US$ 1,5 trilhão e US$ 2 trilhões na Nasdaq. O cenário ampliaria ainda mais a distância patrimonial entre Elon Musk e os demais bilionários globais.

Hoje, o patrimônio estimado do fundador da Tesla e da SpaceX já supera US$ 800 bilhões, valor acima do PIB da maior parte das economias do planeta, segundo comparações com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A possível abertura de capital também intensificou um debate global sobre concentração de riqueza, poder tecnológico e influência privada sobre setores considerados estratégicos para países inteiros.

Elon Musk pode atingir riqueza superior à economia de países

O mercado passou a tratar o IPO da SpaceX como potencialmente a maior abertura de capital da história recente dos Estados Unidos.

Como Elon Musk controla aproximadamente 43% da companhia, sua participação poderia ultrapassar US$ 500 bilhões apenas dentro da SpaceX.

Somados os ativos ligados à Tesla, xAI, X e outras empresas do empresário, o patrimônio total poderia romper a marca de US$ 1 trilhão.

Se isso ocorrer, a fortuna de Elon Musk ficaria próxima ou acima da economia de países como:

  • Holanda
  • Suíça
  • Arábia Saudita
  • Turquia
  • Bélgica

Hoje, apenas 19 países possuem Produto Interno Bruto superior a US$ 1 trilhão, entre eles:

  • Estados Unidos
  • China
  • Alemanha
  • Japão
  • Índia
  • Brasil

A comparação passou a simbolizar uma mudança estrutural no peso econômico das grandes empresas de tecnologia frente aos próprios Estados nacionais.

SpaceX virou gigante global de internet, IA e infraestrutura espacial

A SpaceX deixou de operar apenas como companhia de foguetes e passou a atuar em três áreas consideradas estratégicas para a próxima década:

  • exploração espacial
  • conectividade global
  • inteligência artificial

O principal motor financeiro da empresa atualmente é a Starlink, serviço de internet via satélite que opera com aproximadamente 9,6 mil satélites e soma mais de 10 milhões de assinantes em 164 países.

A expansão da Starlink alterou a percepção do mercado porque criou uma fonte recorrente de receita global, reduzindo a dependência exclusiva do segmento espacial.

Na divisão de lançamentos, a companhia afirma ter realizado cerca de 650 operações orbitais e concentrado mais de 80% da massa enviada ao espaço desde 2023.

A incorporação da xAI também ampliou as projeções envolvendo Inteligência Artificial e infraestrutura computacional em larga escala.

O projeto inclui estudos sobre data centers orbitais movidos a energia solar a partir de 2028, iniciativa que aumentou ainda mais o interesse do mercado sobre o valuation da companhia.

Receita cresce, mas SpaceX ainda consome bilhões em investimentos

Mesmo com forte avanço operacional, a SpaceX ainda registra elevado consumo de caixa.

Em 2025, a companhia reportou:

  • receita consolidada de US$ 18,67 bilhões
  • EBITDA ajustado de US$ 6,58 bilhões
  • prejuízo operacional de US$ 2,59 bilhões

Os números mostram que o valuation projetado pelo mercado depende menos do lucro atual e mais da expectativa de domínio futuro em setores estratégicos.

A companhia mantém investimentos bilionários em:

  • Starship
  • expansão da Starlink
  • Inteligência Artificial
  • infraestrutura orbital

Esse cenário também aumentou discussões sobre possível excesso de valuation em torno da companhia, especialmente pela velocidade de expansão exigida para justificar cifras trilionárias.

Mesmo assim, investidores enxergam a SpaceX como uma infraestrutura tecnológica global capaz de disputar espaço com gigantes de telecomunicações, defesa, IA e computação.

IPO da SpaceX deve manter Elon Musk no controle da empresa

Os documentos enviados à SEC mostram que a companhia pretende listar ações Classe A na Nasdaq sob o código “SPCX”.

A estrutura acionária foi desenhada para garantir que Elon Musk continue no comando da empresa mesmo após a abertura de capital.

As ações Classe A terão direito a um voto por papel, enquanto as Classe B possuirão dez votos cada.

Na prática, o modelo amplia o poder decisório do empresário e reduz o risco de perda de controle para investidores externos.

Os documentos ainda não detalham:

  • preço por ação
  • tamanho final da oferta
  • quantidade de papéis ofertados

As definições devem ocorrer nas próximas semanas junto aos bancos responsáveis pela operação, entre eles Goldman Sachs, Morgan Stanley, JPMorgan Chase e Citigroup.

Fortuna de Elon Musk reacende debate sobre os mais ricos da história

O avanço patrimonial de Elon Musk também reacendeu comparações com empresários que marcaram a história da riqueza global.

Durante décadas, John D. Rockefeller foi tratado como principal símbolo de fortuna extrema nos Estados Unidos.

Estudos indicam que, corrigida proporcionalmente ao PIB americano da época, a fortuna de Rockefeller equivaleria atualmente a cerca de US$ 430 bilhões.

Mesmo assim, o valor permaneceria muito abaixo da riqueza projetada para Elon Musk após o IPO da SpaceX.

Caso o empresário alcance o patamar de US$ 1 trilhão, sua fortuna representaria sozinha aproximadamente 3,5% de toda a economia americana.

O movimento reforça como empresas privadas de tecnologia, como a SpaceX, passaram a concentrar influência econômica comparável à de grandes países e governos nacionais.

Foto de Marconi Bernardino

Marconi Bernardino

Marconi Bernardino é jornalista formado pela Unifavip Wyden, em Caruaru (PE). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção de conteúdos analíticos sobre negócios, mercado financeiro e fortunas, além de experiência em jornalismo para televisão e rádio.

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