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Crescimento do PIB coloca Brasil entre líderes globais enquanto economias ricas perdem força

O crescimento do PIB Brasil alcançou 1,1% no primeiro trimestre de 2026, colocando o país entre as economias de melhor desempenho do mundo. O resultado reforça uma mudança no eixo da expansão global, cada vez mais concentrada em países asiáticos e emergentes.
Globo com destaque para o Brasil ao lado das bandeiras da China e da Coreia do Sul em cenário econômico que remete ao desempenho do PIB no primeiro trimestre de 2026.
O crescimento do PIB Brasil colocou o país entre os melhores desempenhos do início de 2026 (Foto: Ilustrativa)

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil atingiu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 e colocou o país entre as economias com o melhor desempenho do período. O resultado ficou muito acima da média de 0,4% registrada pelos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Mais do que um indicador positivo para a atividade econômica nacional, o dado revela uma mudança mais ampla. O avanço brasileiro ocorreu em um cenário em que China e Coreia do Sul lideraram a expansão global, enquanto boa parte da Europa continuou crescendo em ritmo lento.

Durante décadas, Estados Unidos e Europa concentraram a maior parte do crescimento econômico mundial. Os números mais recentes mostram um cenário diferente, com países emergentes e asiáticos ocupando posições cada vez mais relevantes na expansão da atividade global.

China, Coreia do Sul e Brasil lideram o crescimento enquanto Europa desacelera

Os dados divulgados pela OCDE mostram que o Brasil ficou entre os países com maior avanço econômico no início de 2026.

Entre os países com maior crescimento no PIB, Brasil ficou em 3º lugar no primeiro trimestre:

  • Coreia do Sul: 1,7%
  • China: 1,6%
  • Brasil: 1,1%
  • Finlândia: 0,9%
  • Hungria: 0,8%
  • Suíça: 0,8%

O posicionamento brasileiro chama atenção porque o país ficou mais próximo de potências asiáticas que lideram o ranking, enquanto tradicionais centros econômicos ficaram abaixo do esperado.

A diferença aparece de forma clara quando os números são comparados com os das principais economias desenvolvidas.

  • Reino Unido: 0,6%
  • Estados Unidos: 0,5%
  • Japão: 0,5%
  • Alemanha: 0,3%
  • Zona do euro: 0,1%

Contudo, a distância não significa que o Brasil tenha alcançado o nível de desenvolvimento dessas economias. O que ela mostra é que o ritmo atual de expansão está mais forte entre emergentes e países asiáticos do que entre várias nações consideradas maduras.

Mudança do eixo econômico ganha força em 2026

O crescimento do PIB do Brasil, além do resultado geral, acompanha um movimento que já vinha sendo observado nos últimos anos.

A China continua registrando crescimento muito superior ao das economias ocidentais. No primeiro trimestre, o país avançou 1,6% e alcançou expansão anual de 5%.

A Coreia do Sul liderou o ranking graças ao desempenho dos setores ligados à tecnologia, semicondutores e exportações.

Enquanto isso, a Europa continua enfrentando dificuldades para recuperar dinamismo econômico. França e Portugal ficaram estagnados no período. Irlanda, Suécia e Lituânia registraram retração.

A própria zona do euro cresceu apenas 0,1%, evidenciando um ambiente de atividade econômica ainda fragilizado.

Esse contraste ajuda a explicar por que organismos internacionais passaram a apontar uma redistribuição gradual do crescimento global. A expansão deixou de ser puxada exclusivamente pelas economias desenvolvidas e passou a depender cada vez mais de mercados emergentes e centros produtivos asiáticos.

O que explica o crescimento do PIB e a posição do Brasil nesse cenário

No caso brasileiro, o desempenho foi sustentado por uma combinação de fatores internos que ajudaram a manter a atividade aquecida no início do ano.

Entre os principais vetores estão:

  • mercado de trabalho resiliente;
  • consumo das famílias;
  • atividade de serviços;
  • desempenho do agronegócio;
  • expansão de setores ligados à produção doméstica.

O resultado não coloca o Brasil no mesmo patamar estrutural de China ou Coreia do Sul. Ainda existem diferenças significativas de produtividade, renda e capacidade industrial.

Mesmo assim, o dado mostra que o país começou 2026 mais próximo do grupo que lidera o crescimento econômico mundial do que das economias avançadas que hoje enfrentam dificuldades para acelerar a atividade.

Nesse contexto, o crescimento do PIB do Brasil se transforma em algo maior do que um indicador trimestral. O resultado ajuda a mostrar como o centro da expansão econômica global está se deslocando gradualmente para países emergentes e asiáticos, enquanto parte das economias desenvolvidas continua perdendo velocidade.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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