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ANS define reajuste dos planos de saúde em 5,11% para 7,7 milhões

A ANS estabeleceu em 5,11% o reajuste máximo dos planos de saúde individuais e familiares. O índice vale para cerca de 7,7 milhões de beneficiários.
Imagem de um estetocóspio para ilustrar uma matéria jornalística sobre o reajuste nos planos de saúde.
ANS limita reajuste dos planos de saúde em 5,11% para 2026. (Imagem: Hush Naidoo/Unsplash)

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu o percentual máximo de reajuste dos planos de saúde individuais e familiares para 2026. O índice autorizado será de 5,11%, percentual que poderá ser aplicado pelas operadoras nos contratos regulamentados pela agência.

A medida alcança aproximadamente 7,7 milhões de beneficiários, grupo que representa cerca de 14,5% dos consumidores de planos de assistência médica no país. O percentual foi aprovado pela Diretoria Colegiada da ANS e será oficializado após publicação no Diário Oficial da União.

“Esse é o reajuste mais baixo já definido pela ANS, o que traz alívio para o cidadão que se esforça para manter um plano de saúde para sua família. Nosso objetivo é sempre buscar o equilíbrio, garantindo a sustentabilidade do setor e a capacidade de pagamento dos beneficiários”, afirma o diretor-presidente da ANS, Wadih Damous.

Plano de saúde: quem terá o reajuste de 5,11%?

O percentual vale exclusivamente para planos de saúde individuais e familiares contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados às regras da Lei nº 9.656/1998.

A autorização da ANS estabelece um teto para o reajuste anual desses contratos. Isso significa que as operadoras não podem aplicar percentual superior ao definido pela agência.

O reajuste só pode ser cobrado no mês de aniversário do contrato, que corresponde à data em que o plano foi firmado.

Nos contratos com aniversário em maio ou junho, a cobrança poderá começar em julho ou agosto, com possibilidade de retroação ao mês de aniversário previsto nas regras do setor.

Como a ANS chegou ao percentual aprovado

O cálculo do reajuste considera o comportamento dos custos do sistema de saúde suplementar e o uso dos serviços pelos beneficiários.

Para definir o índice de 2026, a ANS utilizou uma metodologia que combina indicadores relacionados às despesas assistenciais das operadoras e à inflação da economia.

Entre os fatores observados estão:

  • Evolução dos gastos médicos e hospitalares;
  • Frequência de utilização dos serviços de saúde;
  • Custos administrativos das operadoras;
  • Mudanças no perfil dos beneficiários.

Segundo a agência, a metodologia busca acompanhar a realidade econômica do setor e evitar aumentos que não reflitam a evolução dos custos registrados no período analisado.

“A fórmula evita aumentos excessivos para o consumidor e, ao mesmo tempo, garante que os planos continuem oferecendo atendimento de qualidade e de forma sustentável”, destaca a diretora de Normas e Habilitação dos Produtos, Lenise Secchin.

Custos da saúde continuaram avançando

Dados utilizados pela ANS mostram que as despesas assistenciais por beneficiário dos planos individuais regulamentados registraram crescimento de 8,32% em 2025 na comparação com o ano anterior.

Esse avanço reflete diferentes fatores que pressionam os custos do setor, entre eles:

  • Reajustes de serviços médicos;
  • Aumento do valor de materiais e equipamentos;
  • Maior utilização de consultas, exames e procedimentos;
  • Inclusão de novas coberturas obrigatórias.

A combinação desses elementos influencia diretamente os gastos das operadoras e faz parte das variáveis consideradas na definição do reajuste anual.

O que os beneficiários devem observar

Após a entrada em vigor do novo índice, os consumidores devem conferir se o percentual aplicado pela operadora respeita o limite autorizado pela ANS.

Também é importante verificar se a cobrança começou apenas a partir do mês de aniversário do contrato, conforme prevê a regulamentação.

Quem não estiver satisfeito com as condições do plano pode avaliar alternativas disponíveis no mercado. A ANS oferece ferramentas para comparar planos de saúde e disponibiliza informações sobre portabilidade de carências. Com esse mecanismo, o consumidor pode mudar de operadora sem cumprir novos períodos de espera, desde que atenda aos requisitos previstos na regulamentação.

Em caso de dúvidas sobre o novo reajuste nos planos de saúde, os beneficiários podem buscar orientação pelos canais oficiais de atendimento da ANS, incluindo telefone, atendimento eletrônico e unidades presenciais distribuídas pelo país.

Foto de Marconi Bernardino

Marconi Bernardino

Marconi Bernardino é jornalista formado pela Unifavip Wyden, em Caruaru (PE). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção de conteúdos analíticos sobre negócios, mercado financeiro e fortunas, além de experiência em jornalismo para televisão e rádio.

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