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Marquise Ambiental apresenta o EcoHub Sol Nascente e reforça expansão no mercado de resíduos

A Marquise Ambiental inaugurou o EcoHub Sol Nascente, na Região Metropolitana de Fortaleza, reforçando sua estratégia de expansão no mercado de resíduos. O complexo transforma resíduos em água de reúso, biometano e novos insumos, enquanto amplia a capacidade de atendimento a municípios e acompanha a consolidação do setor no Brasil.
Marquise Ambiental inaugura o EcoHub Sol Nascente para ampliar a infraestrutura de gestão de resíduos no Ceará.
O EcoHub Sol Nascente reforça a estratégia da Marquise Ambiental de expandir sua atuação em um mercado impulsionado pela modernização da gestão de resíduos. (Foto: Divulgação/Marquise Ambiental)

A Marquise Ambiental inaugurou o EcoHub Sol Nascente, na Região Metropolitana de Fortaleza, reforçando sua estratégia de crescimento em um mercado que passa por transformação com a substituição gradual dos lixões por soluções de infraestrutura ambiental. O empreendimento amplia a atuação da companhia no Ceará e integra um plano de expansão que inclui novos ativos em outros estados.

Instalado em uma área de 163 hectares, o complexo atende atualmente Aquiraz, Eusébio e Guaiúba e negocia a incorporação de novos municípios. Além da disposição final ambientalmente adequada dos resíduos, o EcoHub reúne tecnologias para produção de água de reúso, aproveitamento de biometano e compostagem.

Mais do que inaugurar um novo empreendimento, a Marquise Ambiental utiliza o EcoHub Sol Nascente para consolidar um modelo de negócio que transforma resíduos em ativos ambientais, aproximando a gestão de resíduos da lógica de infraestrutura e economia circular.

EcoHub Sol Nascente fortalece estratégia de crescimento da Marquise Ambiental

O EcoHub Sol Nascente representa um dos principais investimentos recentes da Marquise Ambiental. O complexo foi concebido para atender simultaneamente diferentes municípios da Região Metropolitana de Fortaleza, característica que explica a definição de hub ambiental.

Segundo a CEO do Grupo Marquise, Carla Pontes, a expansão da companhia está baseada em capacidade técnica, escala operacional e investimentos permanentes para transformar passivos ambientais em ativos econômicos.

Essa estratégia também se reflete na ampliação da presença da empresa em outros mercados, incluindo a aquisição de aterros na Região Metropolitana de Natal, fortalecendo sua atuação além do Ceará.

Mercado de resíduos vive nova fase de consolidação

A expansão da Marquise Ambiental no segmento acompanha uma mudança estrutural do setor. O Brasil gerou 81,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos em 2024, segundo a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), mas cerca de 34% desse volume ainda teve destinação em lixões ou aterros controlados.

Esse déficit cria demanda por operadores capazes de implantar infraestrutura moderna e operar sistemas integrados.

  • 81,6 milhões de toneladas de resíduos urbanos foram geradas em 2024.
  • 34% ainda tiveram destinação inadequada.
  • O Nordeste responde por 24,7% da geração nacional.
  • A região coleta cerca de 83% dos resíduos produzidos.

A tendência é que a necessidade de substituir lixões favoreça empresas que conseguem atender vários municípios em uma mesma estrutura, como a Marquise Ambiental. Reduzindo, assim, custos operacionais e ampliando ganhos de escala.

Ceará ainda enfrenta déficit na destinação adequada dos resíduos

O potencial de crescimento do setor também aparece nos indicadores estaduais. Apenas 18,48% dos municípios cearenses contam com destinação final ambientalmente adequada, segundo a Secretaria das Cidades.

Embora cerca de 43% da população já seja atendida por sistemas adequados, a cobertura permanece concentrada nas regiões metropolitanas. Grande parte do interior ainda depende de soluções precárias ou intermediárias.

Esse déficit amplia a demanda por estruturas capazes de atender diferentes municípios, cenário que favorece projetos de maior escala, como o EcoHub Sol Nascente.

Marquise Ambiental aposta em infraestrutura para disputar um mercado em transformação

No EcoHub Sol Nascente, a estratégia da empresa vai além da destinação dos resíduos. O complexo reúne tecnologias de impermeabilização, monitoramento ambiental, produção de água de reúso, além de projetos voltados ao biometano e à compostagem.

Para Hugo Nery, diretor-presidente da Marquise Ambiental e conselheiro da Abrema, o principal desafio para eliminar os lixões deixou de ser apenas técnico e passou a depender de modelos financeiramente sustentáveis, capazes de viabilizar investimentos de longo prazo.

Com atuação em dez cidades brasileiras, 22 milhões de pessoas atendidas e 13 milhões de toneladas de resíduos coletadas por ano, a Marquise Ambiental amplia sua presença justamente em um momento de consolidação do setor.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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