O mercado imobiliário brasileiro registrou em 2020 seu melhor desempenho desde 2014, mesmo em um cenário marcado pela pandemia. Segundo a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), as vendas cresceram 26,1%, alcançando 119.911 unidades, enquanto os lançamentos subiram 1,1%, somando 113.191 unidades. Esse resultado consolida um setor resiliente e abre espaço para expectativas mais robustas no mercado imobiliário em 2021.
Casa Verde e Amarela mantém protagonismo
O programa habitacional Casa Verde e Amarela respondeu por 77,8% das vendas em 2020, com crescimento de 39,2% no volume comercializado e expansão de 5,8% nos lançamentos. A representatividade mostra como a habitação popular segue como motor de crescimento para o setor, sustentada pelo crédito direcionado e pelo incentivo do governo. Para 2021, a projeção é de aumento de 24% no Valor Geral de Vendas (VGV) e 29% no número de unidades vendidas.
Médio e alto padrão deve retomar espaço
O segmento de médio e alto padrão (MAP), que sofreu retração em 2020 — queda de 17,9% nos lançamentos e recuo de 7,7% nas vendas —, tem perspectivas de recuperação significativa. As incorporadoras consultadas pela Abrainc estimam alta de 93% no VGV e 78% no número de unidades comercializadas em 2021. A retomada reflete um ambiente de crédito mais acessível e maior confiança do consumidor de renda mais alta.
Perspectivas do mercado imobiliário em 2021
No total, as empresas projetam crescimento de 47% no VGV e de 38% no número de unidades vendidas. A expectativa é de que, além do Casa Verde e Amarela, o médio e alto padrão impulsionem uma nova fase de expansão. Esse movimento indica que o mercado imobiliário em 2021 deve se consolidar como um dos setores mais aquecidos da economia brasileira, atraindo tanto investidores quanto famílias em busca de novas moradias.



