Startups de educação crescem na pandemia

O mercado mais procurado é da educação básica (ensinos infantil, fundamental e médio), com 70,6% das edtechs, e as plataformas são usadas como tipo de recurso educacional preponderante em 67% delas.
O mercado mais procurado é da educação básica (ensinos infantil, fundamental e médio), com 70,6% das edtechs, e as plataformas são usadas como tipo de recurso educacional preponderante em 67% delas.

A oferta de soluções inovadoras é o que diferencia uma startup de um empreendimento tradicional. Adotam tecnologia disruptiva, ou seja, incorporam inovações capazes de superar os modelos estabelecidos. Na educação, startups recebem o nome de edtechs e oferecem novas formas de abordagem do aprendizado.

A ampliação de mercado para startups de educação nos últimos meses possui relação direta com a adoção do ensino remoto em todo o país, principalmente em escolas e redes privadas. Semanas atrás, o Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb) e a Associação Brasileira de Startups (ABStartups) publicaram uma pesquisa que atesta o crescimento de 23% no número de edtechs no país nos últimos dois anos.

De acordo com o levantamento, das 795 startups do setor educacional mapeadas pelo StartupBase, a plataforma-base de dados oficiais do ecossistema brasileiro destes negócios, 449 estão ativas atualmente no país. Eram 364 até pouco tempo atrás. A maioria tem sede no Sudeste (59%), com preponderância no Estado de São Paulo (35,1%). O boom das aberturas estabeleceu-se a partir de 2010. O mercado mais procurado é da educação básica (ensinos infantil, fundamental e médio), com 70,6% das edtechs, e as plataformas são usadas como tipo de recurso educacional preponderante em 67% delas.

Sete em cada dez edtechs dedicam-se a soluções para a educação básica, 48,1% voltadas aos ensinos fundamental e médio e 22,4% ao infantil. Cerca de 17% oferecem cursos livres, 16% atendem o superior e 13,6% o mundo corporativo (há negócios que se dedicam a mais de um desses setores). A maior parte (158) se dedica ao conteúdo online, seguida pelas orientadas a jogos educativos (42), ambiente virtual de aprendizagem (AVA; 39), plataforma educacional (38), sistemas de gestão educacional (SIG|SIS; 31), plano educacional adaptativo (26), ferramentas de avaliação de estudantes (22), cursos online (14), ferramentas de autoria (dez), e hardware educacional e repositório digital (nove cada).

O Brasil possui, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), 48,5 milhões de estudantes no ensino básico. Segundo a Unesco, no momento nada menos do que 1,3 bilhão de estudantes estão afastados das salas de aula brasileiras e mundiais por tempo indeterminado. Neste contexto, o banco inglês Ibis Capital estima que o mercado global de edtechs deverá crescer em torno de 17% em termos mundiais até o final do ano, com faturamento superior a US$ 252 bilhões, equivalentes a apetitosos R$ 1,5 trilhão.

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