Setor de rochas firma convênio com Apex-Brasil para aumentar exportações

Setor de rochas firma convênio com Apex-Brasil para aumentar exportações
Bento Albuquerque; Frederico Robison; Carlos Alberto França; Fabio Cruz e Augusto Pestana durante cerimônia de assinatura. (Foto: Divulgação)

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) lançou ontem (16/6) o projeto de internacionalização do setor de rochas ornamentais, realizado por meio de parceria com o Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais (Centrorochas), em cerimônia no Ministério das Relações Exteriores (MRE), em Brasília. O objetivo da parceria é ampliar as exportações das rochas ornamentais brasileiras, além de estimular a comercialização de produtos com alto valor agregado. Com uma média anual de US$ 1 bilhão em exportações, o Brasil ocupa a quinta posição mundial na produção de rochas ornamentais. A ideia é alavancar os números, a partir do novo convênio e da expertise em internacionalização da Apex-Brasil.

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Na cerimônia de assinatura, o presidente da Apex-Brasil, Augusto Pestana, afirmou que o projeto setorial será fundamental para aumentar as exportações do setor. “É com grande satisfação que, na casa de Rio Branco, viemos reiterar o compromisso da Apex-Brasil com todo o setor de rochas ornamentais. Para os próximos anos, espera-se um crescimento expressivo deste segmento, com novas oportunidades e fronteiras abertas para as empresas nacionais, inclusive as de menor porte, que contarão com o apoio da Apex-Brasil para transformação dessas oportunidades em negócios concretos. O projeto contempla ações digitais, fundamentais no contexto da pandemia e, ainda, fortalece iniciativas para agregação de valor aos produtos do setor”, afirmou.

O ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, reforçou que o setor de mineração responde por cerca de 2,5% do PIB e mais de R$ 50 bilhões em tributos e royalties ao ano. “É um setor dinâmico e inovador que se desenvolve de forma sustentável, a partir de um quadro regulatório moderno e indutor de novos investimentos. Nosso grande desafio no setor mineral é diversificar nossas exportações, que ainda são concentradas em minério de ferro. O subsetor de não-metálicos, que é onde se inserem as rochas ornamentais, é o que gera mais empregos: são mais de 12 mil empresas, a maior parte de médio e pequeno porte, e quase meio milhão de empregos diretos e indiretos. O Brasil já ocupa posição de destaque no mundo, mas há potencial para alavancarmos ainda mais nossa participação global nesse segmento, acarretando resultados positivos adicionais na geração de renda e empregos”, afirmou.

Também presente na cerimônia de assinatura, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que o Programa Mineração e Desenvolvimento do MME, elaborado pelo Ministério e lançado em 2020 pelo presidente Jair Bolsonaro, prevê diversos objetivos de desenvolvimento do setor, que serão trabalhados pelo projeto setorial, como a agregação de valor aos produtos e a abertura de novos mercados. “Por mais que o Brasil seja o quinto maior produtor e exportador de rochas ornamentais, tendo exportado em 2020, 2,16 milhões de toneladas, precisamos diversificar os nossos compradores, atualmente muito concentrados nos Estados Unidos e na China. Estou convicto de que a parceria firmada hoje contribuirá sobremaneira para o desenvolvimento social e regional do país, uma vez que setor traz como componente característico uma ampla rede de pequenas e médias empresas, gerando emprego e renda em várias localidades do país. Servirá ainda para disseminar a diversidade atratividade das rochas nacionais no mundo, das mais tradicionais às mais exóticas”.

A importância do setor para a economia brasileira e a relevância do novo projeto foi reforçada pelo presidente do Centrorochas, Frederico Robison, que destacou que o setor é novo, com apenas 60 anos, mas tem se desenvolvido muito. “Hoje começamos uma nova fase para promoção das belezas naturais das rochas brasileiras no mercado internacional. Ao longo do projeto, trabalharemos para aumentar o volume das exportações, agregar valor aos produtos, aumentar o número de empresas exportadoras e desenvolver um trabalho junto a designers e arquitetos estrangeiros. Apesar do alto grau de maturidade de algumas empresas do setor no mercado externo, esta não é uma realidade para todas aquelas empresas que exportam ou que desejam exportar. Este projeto permitirá a adoção de medidas estruturantes, de organização setorial, que são de extrema relevância para a evolução do setor, criando um ambiente mais propício para o desenvolvimento das empresas e suas atividades”, destacou.

Sobre o setor

De acordo com o Centrorochas, as exportações brasileiras de rochas ornamentais apresentaram, no primeiro quadrimestre deste ano, um crescimento de 28,5% no faturamento em relação ao mesmo período de 2020. No total, o setor nacional exportou 655,5 mil toneladas de rochas, entre chapas e blocos – os principais países importadores foram Estados Unidos (42,6%), China (27,4%) e Itália (6,4%).

O Espírito Santo possui destaque no setor de rochas por ser o maior produtor e o principal exportador de chapas e blocos do Brasil, detendo o maior parque de beneficiamento e o maior polo produtor de bens de capital para o segmento. O Estado respondeu, em 2019, por 81,7% do total do faturamento e 76,2% do total do volume físico das exportações brasileiras de rochas. Somado ao Ceará e a Minas Gerais, os três estados são responsáveis por 95% das exportações de rochas ornamentais do Brasil.

Natural do Brasil

Desenvolvido em parceria entre a Apex-Brasil e o Centrorochas, o projeto It’s Natural – Brazilian Natural Stone se destina às empresas brasileiras do setor de rochas ornamentais, já exportadoras ou que tenham o objetivo de exportar.

Ao longo do biênio 2021-2023, o projeto estará amparado em quatro pilares: estimular o desenvolvimento das empresas do setor, sensibilizar a demanda quanto à diversidade de rochas do Brasil, promover a ampliação de mercados e a desconcentração das exportações, e promover a imagem do setor junto a arquitetos e designers. O It’s Natural – Brazilian Natural Stone atuará em oito principais países, distribuídos em três continentes: China, Estados Unidos, Emirados Árabes, Índia, Itália, México, Reino Unido e Rússia.

Estão previstos seminários preparatórios por mercado (Estados Unidos, China e Itália), workshops, apoio individualizado às empresas participantes, promoção comercial em feiras internacionais, atividades de marketing transacional, além dos projetos Imagem (que traz ao Brasil jornalistas e especialistas para participação em feiras e/ou eventos nacionais setoriais) e Comprador (que busca identificar e trazer ao Brasil distribuidores, agentes e inspetores que tenham potencial de importar e estejam interessados em rochas ornamentais brasileiras).

Ao longo da elaboração, o projeto contou com apoio de várias frentes como das federações das indústrias do Espírito Santo, Minas Gerais e Ceará (os três maiores estados exportadores do segmento), além dos sindicatos patronais dos referidos estados (Sindirochas-ES, Sinrochas-MG e Simagran-CE), dentre outras instituições.

Coverings 2021

Após hiato de um ano, em razão da paralisação necessária pela pandemia da Covid-19, a principal feira para a indústria de pedras naturais na América do Norte acontecerá de 07 a 09 de julho, em Orlando, Flórida. A edição 2021 da Coverings contará com a participação do Brasil para divulgação das rochas nacionais. Em breve, o Centrorochas, entidade executora do It’s Natural – Brazilian Natural Stone, divulgará detalhes da participação nacional.

Fonte: Assessoria

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