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Abate de frangos e suínos bate recorde e o de bovinos volta a cair em 2021, diz IBGE

(Foto: Alexas Fotos/Pexels)

O Brasil registrou o abate de 6,18 bilhões de cabeças de frango em 2021, o que representa um aumento de 2,8% – ou 169,87 milhões de cabeças a mais – em relação ao ano de 2020. Com o resultado, o país alcança o recorde da série histórica da Pesquisa Trimestral do Abate divulgada nesta terça-feira (15) pelo IBGE, iniciada em 1997. Já o abate de bovinos registrou 27,54 milhões de cabeças no ano passado, queda de 7,8% em relação a 2020, quando o índice já havia caído (-7,9 %) frente a 2019. O IBGE também traz nessa divulgação um novo indicador – Preço do leite cru pago ao produtor, como estatística experimental.

Em relação aos suínos, o ano de 2021 marcou o abate recorde  de 52,97 milhões de cabeças, um aumento de 7,3% (ou mais 3,61 milhões de cabeças) em relação a 2020.

De acordo com Bernardo Viscardi, analista da pesquisa, o resultado de 2021 segue o cenário observado desde o início de 2020.  “No caso dos bovinos, permanece a retenção de animais, principalmente das fêmeas, para fins de procriação. A arroba está valorizada, em um ciclo de alta, fazendo com que o produtor evite o abate” explica. O total de fêmeas abatidas ao longo de 2021 comprova: foram apenas 9,31 milhões de cabeças, o menor resultado desde 2004.

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A restrição imposta pelo mercado chinês também influenciou o resultado. A China é o principal importador da carne bovina brasileira, e vinha respondendo por mais de 50% da exportação nacional. Porém, em setembro, ao se constatar dois casos atípicos da “doença da vaca louca”, o país asiático embargou a carne proveniente do Brasil. O impedimento durou até dezembro. Ainda assim, as exportações de carne bovina in natura tiveram o terceiro melhor resultado da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, com 1,56 milhão de toneladas enviadas ao exterior. A crise com a China também refletiu no preço da  arroba bovina, que desvalorizou no mercado, o que fez com que o produtor segurasse o abate para tentar vender mais caro posteriormente.

Com alta no consumo interno e na exportação, frangos e suínos batem recordes

O recorde de frangos abatidos em 2021 veio com o resultado mais alto para exportações da carne de frango in natura. Porém, não só o mercado externo influenciou no resultado: o consumo interno segue crescendo, afinal, com a alta da carne bovina, o brasileiro passou a procurar substitutos. “Tanto o frango quanto o suíno se tornaram opção de proteínas mais em conta”, diz o analista da pesquisa, lembrando os impactos da pandemia da Covid-19 na economia do país. “O desempenho na exportação auxiliou a cadeia da carne suína, que enfrentou um cenário desafiador com o aumento dos custos de produção”, ressalta Viscardi. A exportação de carne suína também bateu recorde em 2021.

Ovos voltam a bater recorde e aquisição de leite cai pela primeira vez após quatro anos

A produção de ovos de galinha em 2021 bateu recorde e registrou 3,98 bilhões de dúzias, uma variação de apenas 0,2% em relação a 2020, mas o suficiente para representar novo recorde na série histórica da pesquisa, iniciada em 1987. “Desde 2020, verifica-se um aumento do consumo do produto, após o início da pandemia da COVID-19, relacionado à queda no poder aquisitivo da população”, afirma Viscardi, lembrando do consumo do ovo como fonte de proteína acessível em tempos de economia desacelerada.

Já o leite captado em 2021 bateu 25,08 bilhões de litros, uma queda de 2,2% sobre a quantidade registrada em 2020. É a primeira queda após um período de quatro anos de aumentos consecutivos, 2017 a 2020 . Apesar da retração, o resultado foi o segundo melhor computado para um ano, levando em consideração a série histórica pesquisa, iniciada em 1997.

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