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Usuários assíduos do Pix crescem 71% e aceleram a substituição de cartões e boletos

Os usuários assíduos do Pix chegaram a 70 milhões em 2025, alta de 71%, segundo a Febraban. O avanço mostra que o sistema passou a fazer parte da rotina financeira dos brasileiros e impulsiona investimentos em tecnologia e segurança pelos bancos.
Usuários assíduos do Pix: página do sistema de pagamentos do Banco Central exibida em um celular
Pesquisa da Febraban mostra que o número de brasileiros que fazem, em média, 30 Pix por mês cresceu 71% em 2025. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Os usuários assíduos do Pix, ou seja, pessoas que fazem, em média, 30 transações por mês pelo sistema, chegaram a 70 milhões em 2025, alta de 71% em relação ao ano anterior, segundo pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em parceria com a Deloitte.

O comportamento também avançou entre as empresas. O número de pessoas jurídicas que realizam pelo menos 50 Pix por mês subiu de 2,4 milhões para 3,7 milhões, reforçando que o meio de pagamento se consolidou tanto nas relações entre consumidores quanto nas operações empresariais.

Essa mudança altera a dinâmica dos pagamentos no país. Em vez de servir apenas como alternativa às transferências bancárias, o Pix amplia sua presença em despesas recorrentes. Assim, reduzindo gradualmente o espaço de instrumentos tradicionais, como boletos e parte das transações com cartões.

O que explica o crescimento dos usuários assíduos do Pix

A expansão está ligada à evolução do próprio sistema. Nos últimos anos, o Banco Central incorporou funcionalidades que ampliaram as possibilidades de uso, tornando o Pix mais útil para situações antes atendidas por outros meios de pagamento.

Entre os principais recursos estão:

Segundo o diretor executivo de inovação da Febraban, Ivan Mósca, essas novidades indicam que o sistema ainda possui espaço para ampliar sua utilização.

Digitalização dos bancos acompanha avanço do Pix

O crescimento do Pix, assim como o de usuários assíduos, ocorre dentro de uma transformação mais ampla do sistema bancário. A pesquisa mostra que 83% das transações bancárias realizadas em 2025 ocorreram por canais digitais, enquanto 78% passaram pelo aplicativo do celular.

Os dispositivos móveis responderam por 187,5 bilhões de operações, volume 24,5 bilhões superior ao registrado no ano anterior. O dado evidencia que o smartphone se consolidou como principal canal de relacionamento entre clientes e instituições financeiras.

Esse movimento também influencia a estratégia dos bancos. As instituições investiram R$ 16,8 bilhões em tecnologia em 2025, enquanto as despesas totais na área alcançaram R$ 30 bilhões, refletindo a necessidade de sustentar um sistema cada vez mais digital.

Crescimento do Pix muda as prioridades dos bancos

O aumento dos usuários assíduos também muda onde os bancos concentram seus investimentos em relação ao Pix. Com mais clientes usando o método de pagamento de forma recorrente, a expansão do sistema depende cada vez mais de tecnologia capaz de sustentar um volume maior de operações e preservar a confiança dos usuários.

A pesquisa mostra que esse movimento já influencia a estratégia das instituições:

  • R$ 16,8 bilhões foram investidos em tecnologia em 2025;
  • R$ 30 bilhões somaram as despesas totais na área;
  • 95% dos bancos consideram a conscientização dos colaboradores um diferencial em cibersegurança;
  • 77% utilizam inteligência artificial para prevenir riscos e identificar ameaças.

Mais do que ampliar o número de usuários, o desafio agora é acompanhar um Pix que passou a fazer parte da rotina financeira de milhões de brasileiros. Isso exige inovação contínua, novas funcionalidades e sistemas capazes de manter a rapidez e a segurança à medida que o uso do pagamento instantâneo se intensifica.

O avanço dos usuários assíduos do Pix muda a estratégia dos bancos

Quando milhões de clientes passam a usar o Pix de forma recorrente, a disputa deixa de ser pela adoção da ferramenta. O diferencial passa a ser oferecer funcionalidades que mantenham esse uso crescente e ampliem a participação do sistema em novas modalidades de pagamento.

Nesse cenário, recursos como pagamentos recorrentes, cobranças e aproximação ganham importância porque aumentam a frequência de uso do Pix, enquanto investimentos em tecnologia deixam de ser apenas inovação e passam a sustentar a operação diária dos bancos.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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