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PEC Brasil 2026 amplia negócios e leva impacto econômico além do agronegócio no Ceará

A PEC Brasil 2026 movimenta Fortaleza com mais de 600 empresas, expectativa de R$ 150 milhões em negócios e impacto sobre turismo, comércio e serviços. Entenda os efeitos econômicos da feira.
PEC Brasil 2026 reúne estandes e máquinas do agronegócio no Centro de Eventos do Ceará
Feira projeta R$ 150 milhões em negócios e amplia o impacto do agro sobre turismo, comércio e serviços em Fortaleza. (Foto: Divulgação/Faec)

A PEC Brasil 2026 segue movimentando o Centro de Eventos do Ceará desde quinta-feira (25/06), com expectativa de gerar mais de R$ 150 milhões em negócios até o encerramento da programação, neste sábado (27). A feira reúne empresas, produtores, investidores e instituições ligadas ao agronegócio de todas as regiões do país.

O impacto, porém, ultrapassa os limites do setor rural. A concentração de visitantes, expositores e compradores aquece hotéis, restaurantes, transporte, comércio e diversos serviços em Fortaleza, reforçando o peso do turismo de negócios para a economia cearense.

Com mais de 600 empresas e instituições, cerca de 1.300 estandes e uma área superior a 32 mil metros quadrados, o evento consolida o Ceará como um dos principais polos de negócios do agronegócio nas regiões Norte e Nordeste.

Ao longo dos três dias de programação, a movimentação econômica se espalha por diferentes setores. Portanto, transformando a feira em um importante motor de receita para Fortaleza e para empresas que sequer atuam diretamente no agronegócio.

PEC Brasil 2026 movimenta comércio e turismo de negócios

A presença de visitantes de outros municípios e estados cria uma demanda imediata para pequenos negócios. Restaurantes, lojistas, motoristas, hotéis e fornecedores locais passam a capturar parte da movimentação gerada pela feira.

Cid Alves, presidente do Conselho Deliberativo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Ceará (Sebrae Ceará), destacou que esse efeito aparece principalmente na circulação de receita fora do Centro de Eventos.

“A circulação de turistas gera receita para o comércio e aumenta imediatamente o faturamento dos lojistas. Com isso, toda a cadeia produtiva acaba se beneficiando”, afirmou.

Esse impacto ajuda a explicar por que a PEC Brasil 2026 tem relevância econômica além do campo. A PEC Brasil Fortaleza concentra público qualificado, agenda institucional e consumo temporário, criando uma cadeia de serviços ativada pela presença de produtores, empresários e compradores.

Rodadas internacionais e leilões ampliam oportunidades de negócios

A PEC Brasil 2026 não concentra sua estratégia apenas na exposição de produtos. A programação aproxima produtores, empresas, investidores e compradores nacionais e internacionais, criando um ambiente voltado à geração de negócios que podem continuar após a feira.

Entre os principais instrumentos estão quatro leilões, rodadas de negócios com compradores estrangeiros e o seminário agroBR, que debate exportações e acesso de pequenos e médios produtores ao mercado internacional.

“Os R$ 150 milhões em negócios gerados e prospectados refletem a confiança do setor e o potencial do agro brasileiro” afirma Amílcar Silveira, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec)

Como a estimativa inclui negócios fechados e negociações iniciadas durante o evento, o resultado definitivo dependerá da conversão dessas oportunidades em contratos. Ainda assim, compradores, instituições financeiras e empresas de diversos segmentos reforçam a capacidade da feira de gerar conexões comerciais além dos três dias de programação.

PEC Brasil reforça estratégia nacional da feira e o papel central de Fortaleza

A mudança de PEC Nordeste para PEC Brasil na edição de 2026 mostra a tentativa de ampliar o alcance do evento. A feira mantém sua base no Ceará, mas busca atrair dirigentes setoriais, compradores e produtores de diferentes regiões do país.

A presença de representantes de federações de agricultura de outros estados reforça esse movimento. Para o agronegócio cearense, a vitrine nacional pode ampliar acesso a tecnologia, crédito, novos mercados e parcerias produtivas.

Ainda segundo Amílcar Silveira, a dimensão atual da feira reforça o papel de Fortaleza como ponto de articulação do setor.

“Fortaleza se transforma no ponto de encontro de quem produz, investe, inova e acredita na força do campo. A presença de presidentes de diversas Federações de Agricultura de todo o País demonstra o prestígio e a relevância nacional que o evento alcançou”, afirmou.

O desafio agora é transformar visibilidade em negócios duradouros

A consolidação da PEC Brasil 2026 amplia a exposição do agronegócio cearense, mas o legado da feira será medido pelos resultados que permanecerem após o encerramento da programação. A presença de compradores, investidores e representantes de diferentes estados cria oportunidades que vão além dos três dias de evento.

O próximo passo será converter esse ambiente de relacionamento em investimentos, novos mercados e parcerias capazes de fortalecer a competitividade do setor. Nesse processo, a participação de pequenos e médios produtores nas rodadas de negócios e nas iniciativas de exportação pode indicar se os benefícios da feira alcançarão diferentes segmentos da cadeia produtiva.

Mais do que movimentar a economia de Fortaleza durante o evento, a PEC Brasil 2026 busca consolidar o Ceará como um polo permanente de negócios do agronegócio. O impacto econômico imediato já é perceptível, mas o sucesso da feira dependerá da capacidade de transformar conexões comerciais em crescimento para o setor nos próximos meses.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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