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As perdas “invisíveis” nas empresas brasileiras

*Artigo de José Wenceslau de Souza Jr.

Como comerciante há mais de 40 anos, conheço bem as angústias do empresário. Além da alta carga tributária do nosso país e das incertezas do cenário econômico, lidamos com muitas perdas financeiras diariamente nos negócios e, o que é pior, sem ao menos perceber. Podemos, inclusive, chamá-las de perdas invisíveis (aos nossos olhos), pois elas são reais, porém, desconhecidas por grande parte dos empresários.

Para se ter uma ideia, a Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe) divulgou um estudo sobre perdas no varejo brasileiro relativo ao ano de 2020. Em valores reais, houve perda de R$ 23,26 bilhões no respectivo ano em 15 segmentos – atacados e atacarejos, calçados, construção/lar, drogarias, eletro/móveis, esportes, livrarias/papelarias, lojas de departamento, magazines, moda, perfumarias e supermercados.

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Ou seja, esses valores que deveriam ter sido lucro para essas empresas se transformaram em prejuízo. E essas perdas podem ocorrer em diversos setores, que vão desde o estoque e logística dos produtos, fraudes em pagamentos até em roubos de cargas e furtos em áreas específicas. Hoje em dia, existem empresas especializadas que auxiliam os empresários nesse trabalho, bem como tecnologias em soluções de inteligência artificial, sustentabilidade, automação e monitoramento de imagens.

Existem perdas conhecidas, que são aquelas que ocorrem em função de processos e falhas gerenciais, e as perdas não identificadas, que não podem ser previstas, pois ocorrem de forma oculta. As duas formas podem ser administradas com foco na prevenção no varejo.

Para contribuir com os empresários sobre o tema, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do estado (Fecomércio-MT) promove o evento totalmente gratuito “Pare de Perder!”, na próxima terça-feira (29), com a participação de grandes executivos do varejo brasileiro, como o Grupo Carrefour e Riachuelo, além de uma exposição com tecnologias e lançamentos do mercado de varejo inteligente.

Na prática, o varejo inteligente traduz imagens e números em informações reais para que as empresas possam trabalhar a taxa de conversão dentro das lojas, a redução de desperdícios, a padronização nos processos, melhorando, dessa forma, a eficiência operacional como um todo, o que impactará diretamente nos resultados, na atuação dos colaboradores e, consequentemente, na rentabilidade dos negócios.

Importante destacar o tema é relevante para empresas de qualquer porte, pois trata de investimentos que já foram feitos e que estão sendo perdidos no desenvolvimento das atividades diárias. Sem conhecimento desses recursos, o empresário vai deixando de ter maior rentabilidade e, com o tempo, isso se torna fator determinante para permanecer ativo ou para fechar as portas do seu negócio.

*José Wenceslau de Souza Jr., presidente do Sistema Fecomércio-MT (Sesc, Senac e IPF) e do Sindcomac no Mato Grosso.

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