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Onde está a solução do problema: dentro ou fora? – Por Luís Henrique Alencar

*Coluna por Luís Henrique Alencar, 07/04/2022

Adianto, a maioria dos executivos, gestores, líderes, administram suas empresas como se a solução de todos os seus problemas residisse no ambiente externo, ou seja, encontrar um mercado atraente, ou até mesmo um novo mercado, formular a estratégia certa (as vezes em busca da perfeita), ganhar novos clientes., dentre outros.

Em estudos de uma década abordando empresas em mais de quarenta países, Chris Zook e James Allen descobriram que quando as empresas não conseguem atingir suas metas de crescimento, em 90% dos casos, as razões são internas. O problema está dentro de casa. Líderes atrás das mesas, falta de informação financeira, operação sem métrica, sem controle, por exemplo.

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Além de tudo isso, existem as dores do crescimento, processos normais e naturais que todas as empresas que crescem as superam. Essas dores são um conjunto de crises internas previsíveis, em fases previsíveis e que atingem, também, empresas saudáveis, mas que se não forem geridas adequadamente, limitam o crescimento ou, a depender do grau, matam o negócio.

Antes de concluirmos sobre onde está o problema, o ponto central da pesquisa de Zook e Allen aponta que, para gerenciar esses pontos de estrangulamento, gestores e colaboradores precisam ter um comportamento tipicamente incorporado por um arrojado e ambicioso fundador, batizado de “mentalidade do fundador” que tem como finalidade dar a velocidade, o foco e a conexão com os clientes. Para que aconteça é mandatório ter uma clara missão insurgente, a cabeça de dono e uma obsessão pela linha de frente. Abaixo descrevo um pouco mais do que tratam esses pontos.

Missão insurgente clara

A missão da google: “organizar todas as informações do mundo” é um exemplo de uma missão insurgente clara, pois dá foco e propósito, produzindo o máximo impacto quando incorporado ao sistema de gestão de pessoas, a publicidade, aos recursos de produtos e ao foco no cliente.

Obsessão pela linha de frente

A maioria dos fundadores foi o primeiro vendedor da empresa, o primeiro desenvolvedor do produto, ou ambos. Assim, respiravam dia e noite a linha de frente, buscando sobre todo detalhe da experiência do cliente e sobre como cada coisa no negócio funcionava.

É uma característica fundamental para a mentalidade do fundador e se manifesta de três formas: na obsessão pelo pessoal da linha de frente, com cada cliente em todos os níveis da empresa e com os detalhes da operação.

Cabeça de dono

Em qualquer nível da operação, funcionários de uma empresa pequena estão comprometidos com o negócio, pensam e agem como se a empresa fosse sua, algo que não pode ser dito sobre os diversos níveis de funcionários e gerentes de grandes empresas.

Os três grandes ingredientes que forma a essência da cabeça de dono são:

  1. Forte foco nos custos: tratar os gastos como se o dinheiro em questão fosse seu.
  2. Viés para ação, agilidade no agir.
  3. Aversão a burocracia, pois usurpam o poder e criam processos decisórios complexos que entopem as artérias da empresa e diminuem sua velocidade.

Concluímos que a solução para os problemas da maioria das empresas está no ambiente interno, sendo possível, em apenas melhorando-o, dar um salto de crescimento incalculável.

**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do ENB.

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