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Um Olhar sobre as Profissões com Otávio Farah

O Portal Economic News entrevistou Otávio Farah, co-fundador e CEO do FitBank. Responsável por supervisionar todas as atividades do FitBank e de suas Joint Ventures, possui mais de 20 anos de experiência em gestão de pagamentos, trabalhando como COO (e Managing Partner) na principal empresa de pagamento de frete do Brasil (empresa vendida à Edenred). Na entrevista, Farah nos conta sobre o sucesso do FitBank, o desenvolvimento de inovações, os resultados e aprendizados que vem conquistando com o seu negócio.

Confira a entrevista completa:

ENB: Otávio, conte-me sua história. Quais os principais caminhos que trouxeram você ao que é hoje?
OF: Eu trabalho há 22 anos com pagamentos eletrônicos. Estou na minha terceira carteira digital, as outras duas eu montei uma outra empresa que eu trabalhava, e esse aprendizado foi uma coisa que me marcou muito. Porque começamos a trabalhar com isso lá em 2009, ainda nem sabíamos direito, nem o mercado sabia direito o que estava acontecendo e como as coisas estavam funcionando.

Mesmo assim, seguimos trabalhando e esse processo de aprendizado foi essencial quando chegou a hora de começar o FitBank. Ter o conhecimento que tínhamos, foi muito marcante na construção porque os negócios perdidos no passado são as oportunidades futuras, né? Então a gente viu o poder que uma fintech poderia trazer no mercado. Principalmente porque estávamos no momento onde três tecnologias fundamentais estavam sendo criadas: a PI, a nuvem e o smartphone.

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Isso daí deu uma série de ideias e uma vontade de desenvolver novas. Então ao invés de tentar transformar a organização onde eu trabalhava, tomei a decisão de começar de novo, como uma folha em branco. Eu e Rener Menezes, que é sócio-fundador junto comigo, embarcamos nessa jornada e, a partir disso, a gente começou a desenvolver o Fitbank em cima de três pilares: a flexibilidade, a escalabilidade e a rastreabilidade. 

Eu considero que esses três pilares continuam sendo o que faz a gente ser diferente do restante das empresas. Então, novamente, o aprendizado de ter passado por outras operações financeiras e ter tido a oportunidade de aprender muito ajudou e colocou a gente numa posição extremamente favorável porque eu passei a perceber e a conseguir tomar decisões melhores porque já estava vendo aquilo e entendendo o mercado há algum tempo.

ENB: Comente acerca do mercado que hoje atua. Qual a participação das fintechs no mercado de startups?
OF: Elas são um tipo de startups que de certa maneira que começaram a popularizar de uma forma mais relevante porque o mercado financeiro é extremamente popular, rico e conservador, isso faz com que as pessoas e empresas tenham um incentivo a mudar porque sempre é mais interessante investir seu tempo em coisas que permitam mudança, que potencializam sua carreira e que busquem inovação.

O Brasil ainda tem uma característica especial pois tem um mercado bancário extremamente concentrado e restrito. Mas com o surgimento dessas novas tecnologias, esse acesso ao mercado se popularizou de uma forma muito mais relevante e a gente se valeu disso para conseguir construir a nossa plataforma, que sempre estará em construção pois sempre haverá algo novo para ser adicionado, mas já conseguimos atingir um patamar onde é possível ocupar e concorrer frente a frente com os maiores bancos e empresas do Brasil.

ENB: Hoje o FitBank é “no Brasil a única plataforma 100% nativa em nuvem integrada no Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB)”.O que isto representa?

OF: Aqui o sistema de contas são as profundezas dos bancos, aquelas coisas muito complicadas e muito difíceis de serem mexidas. O que a gente fez foi começar do zero, lá em 2015, com uma ferramenta absolutamente nova e construída sem nenhum tipo de amarra, sem nenhum tipo de legado histórico, sem nenhum tipo de tecnologia antiga. 

A gente pegou o que existia de melhor disponível no mercado e começou a construir a nossa plataforma. Isso permitiu que a gente pudesse crescer e trazer diferenciais para o mercado que, no primeiro momento, quando éramos menores e tudo ainda era muito cru, o mercado ainda via pouca diferença nessa atuação. Por outro lado, a partir do momento que a gente foi ganhando porte, foi se desenvolvendo e crescendo, e ganhando clientes relevantes, aumento de faturamento, volume de clientes, volume de funcionários… a complexidade da empresa aumentou bastante.

A gente passou a poder se valer de uma nova tecnologia absolutamente disruptiva que permite com que estejamos presentes em negócios muito grandes que demandam muita escala, que demanda uma habilidade muito grande e onde uma ferramenta mais antiga tem muita dificuldade de performar. 

Então nessa hora, o fato de estarmos ligados ao Banco Central com a nossa tecnologia proprietária, que é uma tecnologia nova e etc, dá uma capacidade de flexibilidade e escala muito grande para gente e já estamos aproveitando essa onda que foi criada por nós mesmos, para que possamos acelerar o nosso crescimento e aumentar nossa relevância no mercado. Além de melhorar todos os indicadores da empresa.

Estamos vivendo anos muito bons, o que só fomenta o nosso apetite por mais crescimento e isso daí se dá porque nós temos tecnologia absolutamente nova, proprietária e com faculdades regulatórias que nos dá uma condição muito importante de competitividade no mercado.

ENB: Fale mais acerca de uma infratech? Quais oportunidades que quem investe no setor encontra?

OF: A gente entende que o mercado financeiro do futuro é o mercado que se conecta a vida das pessoas. A financeira tanto do pagamento quanto da cobrança, ela é o fim de uma cadeia de eventos que tem que acontecer de qualquer setor de qualquer empresa de qualquer porte. Eu brinco aqui no final tudo é dinheiro para lá e pra cá,? Elas demandam atividades que são idênticas para todos, mas o que muda é o processo de inteligência que está sendo desenvolvido. A nossa drive em ser uma infratech, sendo algo que todo quer e precisa de uma forma parecida, nós vamos integrar essa tecnologia e isso daí se torna uma rede.

Estamos nos aproveitando do efeito escala, da comoditização das transações para que a gente possa primeiro entregar um serviço extremamente eficiente, barato e customizável para o nosso cliente. Mas ao mesmo tempo que ele é customizável, para nós ele tem um processo homogêneo, um processo de controle igual a qualquer empresa, e o que muda é que o cliente vai poder colocar a qualidade que dá informação que ele gerou ao longo da cadeia dele como sendo input dessa transação.

E a partir disso você consegue se tornar um hub onde todos procuram para fazer e executar aquilo que é básico. Mas você consegue executar aquilo com maestria. É dessa maneira que a gente entende que o mercado financeiro vai evoluir. Porque as soluções customizadas dos mais variados nichos de mercado, elas vão ficar muito potencializadas, elas terão acesso a uma infraestrutura financeira que não existia até a nossa chegada no mercado.

ENB: Para você, o mercado de inovação ainda tem muito a percorrer ou estamos em um bom caminho?
OF: Inovação não para nunca, né? Ela é justamente o fruto das ideias das pessoas olhando aquilo que está acontecendo no momento. Então a gente tá no processo de modernização da nossa economia de uma forma muito forte e muito intensa. A gente tá passando por um processo onde a estrutura de força e de poder destes mercados estão sendo alteradas pelos novos entrantes. E se a gente for olhar numa escala global, as maiores empresas do mundo hoje em dia são todas de tecnologia. Coisa de 20 ou 15 anos atrás não existia. Então isso está mudando uma estrutura de capacidade de realização que existe no mercado, a gente está aproveitando isso para acelerar o nosso futuro.

Tudo aquilo que está sendo feito no momento vai servir de inspiração para que no futuro novas ideias mais interessantes e mais inovadoras, aconteçam. Eu acredito que o processo de desenvolvimento é algo orgânico e que a tecnologia está acelerando tudo isso. Mas isso é uma coisa que tem muito mais a ver com as pessoas do que com os computadores, né?

Então, acredito que o caminho da inovação é esse, tem que batalhar para trazer sempre cada vez mais gente para o mercado de forma que as novas empresas cresçam e isso só é possível se entregarem qualidade para o mercado, ou seja melhorando a vida do usuário, seja esse usuário uma pessoa física ou pessoa jurídica. Então a gente vê com excelentes olhos esse processo de desenvolvimento e acreditamos de uma forma super intensa que isso não tem motivo para parar.

ENB: FitBank em números. Quais destaca?

OF: A gente cresceu 10% ao mês nos últimos 4 anos, e a também crescemos em todos os nossos indicadores: faturamento, volume de transações, volume financeiro e rentabilidade. 

É uma empresa que quanto maior ela é, melhor ela fica. Então, por conta da tecnologia em nuvem e por conta de uma filosofia de gestão, quanto mais a gente cresce, mais eficiente a gente fica. Conseguimos entrar em novos mercados, temos 18 setores da economia representados aqui, a gente tem operações na ordem de 4 bilhões de reais mensais, além de termos uma série de coisas em que já conseguimos consolidar a nossa posição.

O FitBank é uma empresa em desenvolvimento, dos nossos 600 funcionários, 450 são desenvolvedores de códigos. Isso é para vocês poderem ter uma ideia do que está vindo por aí. Eu acho que esse negócio é bastante relevante e mostra o nosso compromisso com a tecnologia, com movimento de sistemas e com crescimento da estrutura do mercado financeiro brasileiro.

ENB: FitBank em pessoas. Como define a gestão dos seus times?
OF: A gente tem 600 pessoas trabalhando em três estados diferentes. Estamos em São Paulo, Goiás e Ceará. Temos uma  filosofia de gestão que acreditamos muito que ficar controlando a inovação e a criação das pessoas não é uma coisa saudável.

Eu vejo muitas empresas por aí, que de acordo com o seu crescimento, vai podando as asas de quem trabalha para impulsionar o negócio. Na FitBank, gostamos de incentivar, dar asas à essas pessoas, às suas imaginações, de modo a estimular a capacidade que essas pessoas têm de criar soluções. E com isso, a gente percebe que aos poucos as equipes ganham mais autonomia, já não precisam de mim para tomar decisões pois já estão aptos e capazes de escolher o melhor caminho.

Isso aumenta a capacidade do FitBank desenvolver sua capacidade, de encontrar soluções e ainda de potencializar a carreira de todo mundo que está aqui.  Nós temos mais de 40 sócios trabalhando aqui na empresa, temos programa de partnership, temos promoções para incentivar, progredir e garantir que todos usufruam de boas coisas e bons resultados.

ENB: Qual maior aprendizado ao longo da sua jornada, como empresário, pode compartilhar?
OF: Olhe, o maior aprendizado eu ainda estou aprendendo. Por enquanto tenho coisas que acho importantes, mas considero que todos os dias aprendo algo diferente que me impulsiona para frente. Eu acho que você como empreendedor, tem que acreditar naquilo que você faz e tem que correr atrás daquilo que você acredita. O negócio de startups não é fácil, ele não é simples, não é trivial.

A gente precisa sempre precisa fazer uma avaliação se isso que está sendo demandado faz sentindo naquele momento, para aquela empresa e naquele determinado tipo de negócio que ela está se propondo. Uns dos aprendizados que tive é esse: correr atrás do que a gente acredita, enfrentar o mercado e dar 100% da gente, mas não podemos ficar o tempo todo sendo pautados por terceiros porque algo está mudando.

Isso pode ter haver com a mudança de visão pessoal, mas é preciso trabalhar a confiança e entender que existem outros caminhos para o sucesso, mas que a gente escolheu um específico e é nele que seremos resilientes e incansáveis na obtenção dos nossos resultados.

ENB: Defina inovação para você
OF: Eu acredito que a inovação é a gente poder enxergar a mesma coisa e fazê- la de um jeito diferente. O mundo já está aí, o mercado já demanda muitas coisas, e a inovação já está presente. O diferencial é pensar uma nova construção, de forma mais amadurecida, atendendo mercado, criando valor e relações.

O mundo está aí em pleno funcionamento e demandando inúmeras soluções, então estamos vivendo o tempo inteiro com a necessidade de inovar. A gente tem que entender como que a gente pode usar todo esse arcabouço que nos está sendo mostrado para impulsionar a criação de novos negócios e soluções tecnológicas.

Para além disso, inovação é também focar em todos os tipos de desenvolvimento. Acreditamos muito nisso e aplicamos no FitBank a importância de saber lidar com as pessoas, se importar com elas e ajudar no desenvolvimento individual de cada um. 

A gente tá criando uma empresa para atender o mercado, estamos construindo o valor, criando relações e todo mundo que tá junto nessa jornada tem a possibilidade de usufruir desse sucesso.

ENB: Um Olhar sobre o Economic News Brasil por Otávio Farah

OF: Eu acho que o Portal Economic News Brasil está de parabéns! Acredito que toda iniciativa de levar conhecimento e compartilhar informação sobre o mundo da inovação, da economia é algo muito valioso.  E o portal possibilita que a gente tenha um olhar para as coisas não apenas por mais um canal de mainstream, mas por uma via que permite com que o debate possa ser mais profundo, mais detalhado e com mais proximidade da realidade. Conversar com o Economic News Brasil foi super bacana e espero que a gente possa ter um contato aí de longo prazo!

 

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