Anúncio SST SESI

MoveCE lança agenda com propostas para o desenvolvimento cearense

Créditos para fotos: Wendel Felipe/TrendsCE

Políticos, empresários e representantes do setor produtivo prestigiaram, nesta quinta-feira (15), no auditório Murilo Aguiar, da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), o lançamento da Agenda de Desenvolvimento Econômico. A publicação encerra a primeira fase do Move Ceará, projeto de iniciativa da TrendsCE, realizado em parceria com a Assembleia e com o Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos.

O documento traz 1.569 proposições para o desenvolvimento do Ceará, sendo 833 (53,09%) colhidas ouvindo o setor produtivo e 736 (46,91%) retiradas da leitura de documentos estratégicos, como, por exemplo, o Ceará 2050.

De acordo com o CEO da TrendsCE, Marcos André Borges, o objetivo principal da primeira fase foi revisitar documentos, promover a escuta ativa dos principais atores locais e criar ações estratégicas para desenvolver o crescimento econômico de forma sustentável no Estado.

“O MoveCE aglutina propostas dos setores privado e público do Estado do Ceará. É uma plataforma única, onde revisitamos projetos importantes, como o Ceará 2050, Fortaleza 2040 e as Rotas Temáticas. Tivemos ainda a oportunidade de, democraticamente, ouvir não só o setor econômico, mas, também, o acadêmico, o terceiro setor, os trabalhadores, entidades de classe e o Poder Judiciário”, disse Marcos André Borges.

O presidente da Alece, Evandro Leitão, afirmou que o projeto nasceu como meio de aproximar o Parlamento da sociedade cearense. “Isso para que a população possa perceber, com muita clareza, o que os parlamentares fazem no dia a dia, no processo legislativo, e também nas prestações de contas que nós realizamos aqui”, comentou.

Ele destacou o papel do MoveCE de escutar atores sociais de todas as macrorregiões do Ceará. “Cada região tem suas especificidades. A economia do Cariri é totalmente diferente da economia no Litoral Leste, por exemplo”, comparou.

O presidente da Alece enalteceu também o papel de entidades classistas, como a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio), a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-CE), a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), a Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), entre outras. E disse que combinou com o governador eleito do Ceará, Elmano de Freitas, para fazer a entrega oficial do documento a ele.

Com o apoio de federações e entidades dos setores público, privado, academia e do terceiro setor, durante sete meses, o MoveCE promoveu visitas e debates nas macrorregiões do Ceará, com a finalidade de escutar as dores dos cidadãos e propor melhorias de acordo com a temática e com o território de cada localidade visitada.

“No próximo ano se, por ventura, nós permanecermos na Mesa Diretora, vamos fazer uma segunda etapa do MoveCE”. Na avaliação dele, o projeto é de uma importância muito grande, pois funciona como “um braço” do Poder Executivo. “Quem vai executar qualquer ação, efetivamente, é o Poder Executivo. Nós trabalhamos aqui no sentido de ter a sensibilidade de, nos momentos difíceis, estarmos próximos, na ponta, escutando a população”, disse Evandro Leitão afirmando que a iniciativa merece ter continuidade.

Na opinião do presidente do Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos, da Alece, Tin Gomes, o MoveCE irá ajudar a alavancar a economia cearense facilitando a governança e o acompanhamento pelo Legislativo das principais demandas e políticas públicas que dizem respeito ao setor produtivo do Ceará. “Sobretudo, considerando o quanto a economia cearense foi afetada pela pandemia da Covid-19, com prejuízos financeiros e desemprego na população”, comentou.

Macrorregiões

Foram realizados 16 encontros nas 14 macrorregiões do Estado – sendo 3 na Grande Fortaleza e 13 nas demais – com a participação do setor produtivo (produtores locais, comerciantes, agentes governamentais e entidades de classe). Cada macrorregião elaborou um manifesto, que materializa os anseios e necessidades

As 14 macrorregiões de planejamento do Estado visitadas foram: Grande Fortaleza; Sertão Central; Litoral Leste; Litoral Norte; Sertão de Sobral; Cariri; Maciço de Baturité; Serra da Ibiapaba; Sertão dos Crateús); Sertão dos Inhamuns; Centro Sul; Sertão de Canindé; Vale do Jaguaribe; e Vale do Curu.

  • Segmentos

O projeto constatou que 11 segmentos econômicos se destacaram em todo o Estado. São eles: agricultura familiar e agronegócio (54,05%); turismo (20,78%); TIC (5,54%); economia do mar (5,35%); energias renováveis (4,59%); saúde (3,63%); logística (2,49%); couro, calçados e confecções (2,23%); comércio, bens e serviços (0,76%); eletrometalmecânica (0,32%); setor moveleiro (0,25%). Os setores agricultura familiar/agronegócio e de turismo são responsáveis por mais de 74% das ações mapeadas.

  • Temas

Dentre os temas mais recorrentes como aceleradores do desenvolvimento regional, destacaram-se: Governança (21,99%); Políticas públicas (20,40%); Inteligência (12,68%); Infraestrutura (10,71%); Educação (9,82%); Comercialização (2,68%); Assistência técnica (2,29%); Financiamento (2,29%); Vocações locais (2,04%); Incentivos fiscais (1,98%) Regulamentação (1,91%); Fixação no campo (1,02%); Outros (10,20%).

Foto de Jackson Pereira Jr

Jackson Pereira Jr

Jackson Pereira Jr. é jornalista e empreendedor, fundador do Sistema BNTI de Comunicação e dos portais Economic News Brasil, Boa Notícia Brasil e J1 News Brasil.

Mais lidas

Últimas notícias

Entrar no canal Canal do Economic News Brasil no WhatsApp