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Inflação desacelera em janeiro, mas mercado prevê terceiro estouro consecutivo do teto da meta

A inflação oficial no Brasil desacelerou em janeiro de 2023, com alta de 0,53%, em comparação com a variação de 0,62% registrada no mês anterior
A inflação oficial no Brasil desacelerou em janeiro de 2023, com alta de 0,53%, em comparação com a variação de 0,62% registrada no mês anterior

A inflação oficial no Brasil desacelerou em janeiro de 2023, com alta de 0,53%, em comparação com a variação de 0,62% registrada no mês anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento foi puxado pelos preços dos alimentos (+0,59%) e dos combustíveis (+0,68%).

Apesar disso, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) acumula uma elevação de 5,77% nos últimos 12 meses, mantendo a queda da taxa iniciada em abril do ano passado. A meta de inflação para este ano estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3,25%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Os preços dos alimentos, em particular, foram impulsionados pelos grupos de alimentação e bebidas (+0,59%), com grande influência da batata-inglesa (+14,14%) e da cenoura (+17,55%). No entanto, houve queda no preço da cebola (-22,68%), por conta da maior oferta vinda das regiões Nordeste e Sul. Os preços do frango em pedaços (-1,63%) e das carnes (-0,47%) também apresentaram variações negativas.

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No setor de transportes, o segundo maior impacto na inflação em janeiro, a alta foi puxada pelos combustíveis (+6,8%), principalmente gasolina (+0,83%) e emplacamento e licença, que incorporou pela primeira vez a fração referente ao IPVA de 2023 (+1,6%). Entretanto, os preços do óleo diesel (-1,4%) e do gás veicular (-0,85%) apresentaram queda em janeiro. O grupo de ônibus urbanos também subiu (+0,91%) devido a reajustes em algumas cidades, como no Rio de Janeiro (+4,2%) e em Vitória (4,61%).

O grupo de saúde e cuidados pessoais desacelerou (de 1,6% em dezembro para 0,16% em janeiro). O item que mais impactou esse resultado foi o de higiene pessoal, com recuo de 1,26%. “Esse resultado é explicado pela queda nos preços de perfumes e artigos de maquiagem. Observamos queda em novembro no contexto da Black Friday, alta logo após, em dezembro, e, em janeiro, nova queda, com descontos verificados no setor”, explicou Pedro Kislanov, gerente da pesquisa.

A economista do C6 Bank, Claudia Moreno, avalia que a inflação deve continuar desacelerando a passos lentos, principalmente em função de serviços, que sofrem com a inércia inflacionária. Além disso, o aumento da massa salarial disponível para o consumo deve manter a demanda do segmento elevada. O mercado financeiro prevê o terceiro estouro consecutivo do teto da meta, mas o Banco Central tenta agir com a manutenção dos juros no maior patamar desde 2017.

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