A nova gestão da Transpetro anunciou que a prioridade é voltar a construir navios no Brasil. A subsidiária da Petrobras criou um grupo de trabalho interno para fazer um levantamento em até 60 dias sobre as demandas do setor, a situação dos estaleiros e os custos envolvidos nas operações.
O presidente da empresa, Sérgio Bacci, trata com órgãos do governo federal para a construção de navios entrar no rol de prioridades de investimentos, por entender que há um potencial grande de geração de empregos. Além disso, a companhia tem uma enorme preocupação com a probidade financeira e administrativa, a partir da criação de mecanismos para evitar desvios e operações ilícitas.
“Nós vamos construir navios, mas não será a qualquer preço e a qualquer prazo. Precisamos de parâmetros para não ter problemas. Eu quero acompanhamento de perto dos órgãos de controle”, afirmou Bacci. Segundo o executivo, a construção será financiada pelo Fundo da Marinha Mercante, administrado pelo Ministério dos Transportes e cuja utilização de recursos foi flexibilizada pela lei da BR do Mar.
Hoje, a Transpetro tem 26 navios próprios construídos via Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) que integrou o Plano Anual de Contratações (PAC) e 10 afretados de outras empresas. Segundo Bacci, o novo projeto da Transpetro será diferente do Promef, por ser “extremamente sustentável do ponto de vista econômico, de necessidade, mas sobretudo de controles”.



