Livrarias virtuais superam lojas físicas em faturamento do setor editorial brasileiro

Pexels/Pixabay

Pela primeira vez, as livrarias virtuais ultrapassaram as lojas físicas em termos de faturamento das editoras brasileiras na venda de livros. É o que revela a pesquisa “Produção e Vendas do Setor Editorial”, divulgada nesta quinta-feira (18/05), realizada pela consultoria Nielsen em parceria com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros e a Câmara Brasileira do Livro.

Essa pesquisa é a mais abrangente da indústria e oferece um panorama completo das vendas realizadas pelo mercado, analisando a produção das editoras em vez do consumo no varejo, que já foi estudado em uma pesquisa divulgada em janeiro.

As livrarias virtuais representaram 35,2% do faturamento de livros no ano, um aumento significativo em relação aos 30% registrados em 2021. Por outro lado, as livrarias físicas caíram de 30% para 26,6%.

No que diz respeito às obras gerais, categoria que engloba, por exemplo, os livros de ficção, as plataformas exclusivamente digitais, como Amazon e Submarino, tiveram uma participação ainda mais expressiva, correspondendo à metade de toda a receita.

Uma situação semelhante ocorre com obras da categoria CTP, que abrange livros técnicos e profissionais. São os livros didáticos e religiosos que ainda mantêm as vendas nas lojas físicas.

No geral, o mercado teve uma queda real de 2,6% no faturamento do ano, quando ajustado pela inflação. Do total de 5,5 bilhões de reais em faturamento, dois terços foram provenientes do mercado e um terço das vendas para o governo.

A redução do faturamento foi impulsionada pelo governo, que, ainda durante a gestão de Jair Bolsonaro, comprou 37% menos exemplares de livros didáticos em comparação a 2021.

A produção do setor como um todo foi reduzida, com uma diminuição de 17% no número de exemplares produzidos. As vendas para o mercado tiveram um crescimento nominal de 3%, resultado mais relacionado ao aumento dos preços do que ao número de exemplares vendidos.

As feiras de livros e bienais apareceram pela primeira vez entre os cinco principais canais de venda para editoras voltadas ao público em geral, um feito atribuído ao desempenho excepcional da Bienal do Livro de São Paulo, em julho do ano passado.

A venda de conteúdo digital teve um aumento de 28%, impulsionada pela inclusão inédita dos livros didáticos, que passaram a ser considerados nessa pesquisa após conquistarem seu espaço no mercado. No entanto, eles representam apenas 6% do faturamento total do mercado.

A grande maioria desse tipo de conteúdo é composta por ebooks, mas os audiolivros têm uma participação relevante, especialmente no mercado de não ficção.

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