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Indicador de Incerteza da Economia recua e oscila em “patamar desconfortável”

Imagem: Pixabay

O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) caiu 0,8 ponto, ficando em 111,8 pontos. Nível ainda elevado, mas o menor desde fevereiro deste ano (111,7 pts.). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (31/05) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre).

Segundo o instituto, o IIE-Br vem oscilando desde setembro entre 111,7 e 113,3, o que é considerado um “patamar desconfortável de incerteza econômica”. Em maio, o componente Mídia caiu 2 pontos, para 110,1 pontos, e o componente Expectativas subiu 4,7 pontos, para 114 pontos.

O Indicador é construído com base no componente Mídia, que se baseia na frequência de notícias com menção à incerteza da economia publicadas pelos veículos de imprensa; e pelo componente Expectativa, que considera as previsões dos analistas econômicos na pesquisa Focus do Banco Central.

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A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), divulgada na terça-feira (30/05) pela FGV, registrou deflação (queda de preços) de 1,84% em maio. Nos últimos dois anos, o IIE-Br teve o pico de alta em setembro de 2021, quando alcançou 131,4 pontos. O mais baixo foi registrado em fevereiro deste ano, com 111,7 pontos.

A análise do FGV/Ibre é que a leve queda se explica pelo avanço da proposta do novo arcabouço fiscal, bem como a “relativa resiliência da atividade econômica” e os sinais de desinflação.

“Se, por um lado, o avanço da proposta de um novo arcabouço fiscal, a relativa resiliência da atividade econômica e os sinais de desinflação têm influenciado positivamente o cenário do país, estes mesmos sinais de alívio nos preços têm implicado em revisões das previsões de inflação por muitos dos especialistas consultados pelo Bacen, aumentando a dispersão das projeções no horizonte de 12 meses. A convergência do indicador para níveis mais confortáveis no futuro dependerá da continuidade na construção de um cenário macroeconômico mais favorável”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista do FGV Ibre, em nota.

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