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Brasil consumiu 6,2 litros de água para cada R$ 1 gerado na economia

Imagem: Pixabay

Segundo dados divulgados hoje (02/06) nas Contas Econômicas Ambientais da Água (2018-2020), um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Brasil consumiu 6,2 litros de água para cada R$ 1 gerado na economia em 2020. O número é próximo aos registrados para os anos de 2018 (6,4 litros) e 2019 (6,6 litros).

A média é influenciada principalmente pela agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, que é a atividade com maior consumo de água em relação à riqueza gerada. Isso ocorre, segundo o gerente de Contas Econômicas do Meio Ambiente do IBGE, Michel Vieira Lapip, devido à demanda por cultivos agrícolas.

Em 2020, o valor adicionado bruto (VAB) corrente da atividade econômica Água e esgoto foi de R$ 48,2 bilhões. Esse valor se refere à contribuição da atividade ao Produto Interno Bruto (PIB) e correspondeu a 0,7% do valor adicionado bruto corrente da economia do país. Os valores de produção de água de distribuição e serviços de esgoto, que também incluem o fornecimento de água para irrigação, foram calculados na atividade Água e esgoto.

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No Sudeste e no Sul, a atividade Água e esgoto correspondeu a cerca de 0,8% do VAB corrente, com Centro-Oeste (0,7%), Nordeste (0,6%) e Norte (0,3%) a seguir.

O valor da produção de água de distribuição e serviços de esgoto foi estimado em R$ 74,5 bilhões em 2020. Entre os componentes dessa atividade destaca-se a água de distribuição, que respondeu por 65,7% desse total. Pelo lado da demanda, as famílias foram as principais responsáveis tanto pelos gastos do uso dessa água (59,4%) quanto pelos gastos dos serviços de esgoto (59,8%).

O Norte foi a região que mais contribuiu na entrada de água no estoque do país, com 87,1% de participação, devido à entrada de água de países a montante na Bacia Amazônica. Essa região também foi a principal responsável pela saída de água, com 80,0% de participação, seguida do Centro-Oeste (9,3%) e Sul (4,2%).

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