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Preços da carne bovina mostram alívio para os consumidores brasileiros em 2023

(Foto: Mark Stebnicki/Pexels)

Após um período de alta durante a pandemia, os preços da carne bovina estão dando sinais de alívio para os consumidores brasileiros. Analistas afirmam que o aumento da oferta disponível no mercado interno em 2023 é o principal motivo por trás dessa trégua, resultado dos investimentos realizados pelos produtores nos últimos anos.

De acordo com especialistas, a capacidade produtiva fortalecida pelos produtores brasileiros permitiu uma maior disponibilidade de carne bovina para os consumidores. Essa oferta ampliada de alimentos, incluindo a carne bovina, deve contribuir para que o produto se distancie da lista dos principais causadores da inflação em 2023.

No primeiro trimestre deste ano, os preços da carne registraram quatro quedas consecutivas no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A maior queda ocorreu em fevereiro (-1,22%), enquanto a menor foi em abril (-0,45%).

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Ao longo de janeiro a abril, os preços da carne acumularam uma queda de 3,16% em 2023, e em um período de 12 meses, a redução foi de 4,40%. Em contraste, o IPCA teve um aumento de 2,72% no mesmo período. Esses dados apontam para uma tendência de desaceleração nos preços da carne bovina.

Segundo o IBGE, o abate de bovinos no Brasil aumentou 4,7% no primeiro trimestre de 2023 em comparação com o mesmo período de 2022. Além disso, a estimativa da Safras & Mercado indica um crescimento de 6,44% na disponibilidade interna de carne bovina no país em 2023 em relação ao ano anterior.

Embora os preços da carne ainda estejam acima dos níveis pré-pandemia, eles apresentaram uma queda significativa em comparação com o ano passado. Uma pesquisa realizada pelo Procon-SP em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revelou que o valor médio do quilo da carne de primeira na capital paulista em abril foi de R$ 41,01, representando uma redução de 2,4% em comparação com dezembro de 2022 e 11,2% em relação a abril de 2021.

Economistas do banco Santander também enfatizam a oferta elevada de carne como um dos principais fatores para a redução dos preços ao consumidor. No entanto, eles alertam que um possível aumento das margens de lucro pelos frigoríficos ou uma pressão na demanda decorrente da massa salarial dos brasileiros poderão mitigar a queda nos preços.

No geral, os economistas do Santander acreditam que a oferta maior prevalecerá sobre outros fatores. Segundo o relatório assinado pelos economistas Felipe Kotinda, Daniel Karp e Gabriel Couto, a análise sugere que a deflação das carnes pode chegar a 4% ao ano no IPCA até dezembro.

Após um período de alta durante a pandemia, os preços da carne bovina estão mostrando sinais de alívio para os consumidores brasileiros em 2023. A ampliação da oferta no mercado interno, impulsionada pelos investimentos realizados pelos produtores nos últimos anos, tem contribuído para essa trégua. Embora os preços ainda estejam acima dos níveis pré-pandemia, os dados indicam uma tendência de desaceleração nos preços da carne bovina. No entanto, é importante ficar atento aos possíveis aumentos nas margens de lucro dos frigoríficos e à pressão da demanda, que podem mitigar a queda nos preços. A perspectiva é de que a oferta maior prevaleça e a deflação das carnes possa chegar a 4% ao ano no IPCA até dezembro, segundo economistas do Santander.

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