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Cimed prevê alta de 45% nas vendas durante jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo

A Cimed aposta que os jogos da Seleção Brasileira podem deixar de ser dias de queda nas vendas para se tornarem oportunidades de crescimento. Com uma promoção nacional, investimento de R$ 200 milhões e expectativa de faturar R$ 2 bilhões, a empresa quer transformar a Copa do Mundo de 2026 em uma das maiores operações comerciais de sua história.
Imagem da fachada da Cimed para ilustrar uma matéria jornalística sobre a expectativa econômica da Cimed na Copa do Mundo de 2026.
Cimed quer transformar jogos do Brasil em dias de alta. (Imagem: divulgação/Cimed)

A Cimed aposta que a Copa do Mundo de 2026 pode transformar um dos períodos mais difíceis para o varejo em uma oportunidade de crescimento. A empresa projeta aumentar as vendas durante os jogos da Seleção Brasileira, contrariando uma tendência histórica de queda no movimento das lojas.

Dias de partidas do Brasil costumam levar consumidores a trocar compras por reuniões, bares e transmissões dos jogos. O resultado normalmente é uma redução no fluxo de clientes em farmácias, supermercados e outros segmentos do comércio.

O plano da Cimed chama atenção porque tenta resolver um problema recorrente do varejo: recuperar parte do faturamento que costuma desaparecer quando milhões de brasileiros param para acompanhar a Seleção.

Como a Cimed quer transformar jogos da Seleção na Copa do Mundo em dias de venda

A principal ferramenta será a campanha “Brasil Jogou, Sua Compra Dobrou!”. Consumidores que comprarem produtos de marcas participantes, como Lavitan, Carmed e João e Maria, receberão outra unidade gratuitamente.

Segundo o CEO da empresa, João Adibe, o varejo costuma registrar perda de vendas durante as partidas da Seleção. Caso o Brasil avance até a final, podem ser até oito dias com impacto direto sobre o fluxo de consumidores.

A estratégia busca justamente inverter essa lógica. Em vez de aceitar a queda natural da demanda, a companhia pretende criar um incentivo capaz de levar consumidores às farmácias e aos pontos de venda nos períodos mais sensíveis da competição.

Por que os jogos do Brasil costumam afetar o varejo

O impacto dos jogos da Seleção vai além da audiência na televisão. Horários comerciais são interrompidos, consumidores adiam compras e muitos estabelecimentos registram redução temporária no movimento.

Parte dos gastos migra para encontros entre amigos e familiares, alimentação e entretenimento ligados às transmissões das partidas. O resultado é uma mudança no padrão de consumo que afeta diferentes segmentos do comércio.

Para a Cimed é que esse comportamento pode ser convertido em oportunidade. Um teste realizado com dez grandes clientes durante um amistoso da Seleção registrou aumento de movimento entre 250% e 500%, reforçando a aposta da companhia para o Mundial.

Os números projetados mostram a dimensão da estratégia:

  • 45% de crescimento esperado nas vendas
  • 200 milhões de unidades movimentadas
  • R$ 200 milhões em ativações de marketing
  • R$ 2 bilhões de faturamento esperado entre maio e julho
  • R$ 60 milhões investidos em mídia e publicidade

Investimento de R$ 200 milhões vai além da promoção

A campanha faz parte de uma ofensiva mais ampla para aproximar a marca do consumidor final. Como patrocinadora oficial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a empresa pode utilizar elementos ligados à Seleção em suas ações promocionais.

O plano inclui inserções em programas de grande audiência, ativações digitais, conteúdos com influenciadores e o lançamento de 20 produtos temáticos inspirados em países participantes da Copa do Mundo.

A linha Carmed, por exemplo, receberá edições especiais e itens colecionáveis inspirados em sabores e referências culturais de diferentes seleções.

A estratégia também ultrapassa o torneio de 2026. O acordo com a CBF contempla todo o ciclo das seleções brasileiras e inclui a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil.

Para a Cimed, a Copa do Mundo de 2026 não é apenas uma vitrine publicitária. A companhia tenta transformar a audiência gerada pelo futebol em consumo imediato, criando uma nova forma de aproveitar um período que tradicionalmente representa perda de faturamento para o varejo.

Foto de Marconi Bernardino

Marconi Bernardino

Marconi Bernardino é jornalista formado pela Unifavip Wyden, em Caruaru (PE). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção de conteúdos analíticos sobre negócios, mercado financeiro e fortunas, além de experiência em jornalismo para televisão e rádio.

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