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Mudanças Climáticas: El Niño e Seus Efeitos Previstos para o Inverno de 2023

O inverno que começa nesta semana no Hemisfério Sul será marcado pela incidência do fenômeno climático El Niño. As temperaturas globais já estão subindo, tornando a tendência de aquecimento mais aguda. Normalmente, essas mudanças trazem secas que destroem plantações e aumentam os riscos de incêndio. Em outras regiões, levam a inundações devastadoras. O El Niño eleva os preços dos alimentos e a inflação, mina a produtividade econômica e sobrecarrega as redes elétricas.

No caso do Brasil, por exemplo, prevê-se que o inverno seja menos rigoroso e com mais chuvas no Sul e no Sudeste, enquanto o Nordeste deve ter mais calor e a ocorrência de chuvas ainda abaixo da média, especialmente nas regiões mais próximas ao Equador.

No entanto, outros impactos podem acometer áreas distintas. Segundo análise da Bloomberg, a Austrália pode sofrer com secas severas e incêndios florestais, o que prejudicaria a produção de trigo e outras culturas; a seca também pode afetar a produção de arroz na Índia; enquanto o Chile pode ver restrições ao acesso às minas de cobre, responsáveis por um terço da produção mundial do minério.

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O fenômeno também aumenta o risco de impacto à infraestrutura, pois as redes elétricas sofrem tensões e os apagões se tornam mais frequentes; o calor extremo em algumas regiões pode criar emergências de saúde pública; e o excesso de chuvas aumenta o risco de inundações e destruições.

Em anos anteriores, o El Niño resultou em um impacto marcante na inflação mundial, acrescentando 3,9 pontos percentuais aos preços das commodities não energéticas e 3,5 pontos percentuais ao petróleo. O fenômeno também afetou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), principalmente no Brasil, na Austrália, na Índia e em outros países vulneráveis.

O Banco Central da Índia disse que está observando cuidadosamente o fenômeno climático; o Peru anunciou em março que planeja gastar mais de US$ 1 bilhão para combater os efeitos climáticos e meteorológicos este ano.

Os riscos são mais graves nos trópicos e no Hemisfério Sul. O El Niño pode cortar quase meio ponto percentual do crescimento anual do PIB na Índia e na Argentina, de acordo com o modelo da Bloomberg Economics. Peru, Austrália e Filipinas podem registrar reduções de cerca de 0,3 ponto percentual.

“O El Niño só vai piorar os impactos da mudança climática que já estamos vivenciando, com ondas de calor mais quentes, secas mais severas e incêndios florestais mais extremos”, disse Friederike Otto, professora sênior do Grantham Institute for Climate Change and the Environment, em nota.

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