Concentração do mercado de internet via satélite levanta questionamentos sobre o poder da Starlink

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Pelo menos nove países, incluindo alguns na Europa e no Oriente Médio, expressaram ao governo dos EUA suas apreensões em relação à concentração do mercado de internet via satélite praticamente em uma única empresa, a Starlink.

De acordo com o New York Times, existe um temor ainda maior em relação ao poder exercido por Elon Musk sobre essa tecnologia, uma vez que ele é proprietário da SpaceX, a startup por trás da Starlink, avaliada em US$ 140 bilhões.

Os terminais da Starlink se tornaram uma das principais formas de obter acesso à internet em zonas de guerra, áreas remotas e locais afetados por desastres naturais. No entanto, o fato de os governos dependerem de uma única empresa para essa tecnologia, sob a liderança de alguém com comportamento imprevisível e propenso a mudar suas decisões rapidamente, tem causado desconforto.

Mesmo os Estados Unidos tratam o assunto com cautela, uma vez que o governo é um dos maiores clientes da SpaceX, utilizando seus foguetes para missões da NASA e lançamento de satélites de vigilância militar.

Em números, o serviço da Starlink foi oficialmente lançado em alguns países em 2021 e já está disponível em mais de 50 países e territórios, contando com mais de 1,5 milhão de assinantes. Sua principal concorrente é a britânica OneWeb, que precisou de ajuda financeira do governo britânico e foi vendida para um grupo de investidores.

A Amazon também planeja entrar nesse mercado com o projeto Kuiper, que prevê o lançamento de mais de 3.200 satélites ao espaço, mas até o momento, nenhum deles foi enviado.

No Brasil, a Starlink já está presente, enquanto a OneWeb tem previsão de chegar em 2024, mas com foco em ofertar serviços para empresas de telefonia e instituições governamentais.

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