Campos Neto indica possibilidade de ritmo diferente de corte na taxa selic

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirma que a redução da carga tributária não contribui para a redução da inflação no longo prazo.
Presidente do BC, Roberto Campos Neto (Foto: Agência Brasil)

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, fez declarações nesta quinta-feira (17) trazendo à tona a possibilidade de desvio do padrão de cortes da taxa básica de juros da Selic, indicando que os próximos encontros do Comitê de Política Monetária (Copom) podem apresentar variações nesse aspecto. Segundo o líder da instituição, essa adaptação se adequaria à atual situação econômica.

Campos Neto explicou sua perspectiva ao afirmar: “Visualizamos um ciclo no qual o ritmo de corte de 50 pontos base é apropriado. O que quisemos dizer é que a barreira para efetuar mudanças acima ou abaixo dos 50 pontos base é alta.” O esclarecimento foi concedido em uma entrevista ao site Poder360.

É importante ressaltar que tanto o comunicado quanto a ata do Copom já haviam adiantado que o ritmo de cortes seguiria o mencionado padrão de 0,50 ponto percentual.

No contexto da decisão, o presidente da autoridade monetária trouxe à tona detalhes sobre a dinâmica do Copom: “Na verdade, este Copom herdou uma divisão que estava presente no anterior. Na reunião anterior, que contava apenas com 8 membros, havia uma divisão sobre se deveríamos adotar uma comunicação mais restritiva ou mais aberta. Deixar a porta fechada significava indicar que a possibilidade de queda em agosto estava descartada. Deixar a porta aberta significava que a possibilidade de queda em agosto estava em jogo, dependendo das circunstâncias.”

Campos Neto também destacou que diversos fatores influenciaram a decisão do Banco Central, justificando a escolha por não seguir uma abordagem conservadora. “Entre um Copom e outro, houve uma definição da meta de inflação em 3%, e a expectativa de inflação caiu de 3,9% para 3,5%, aproximando-se da meta. Além disso, a dinâmica inflacionária demonstrou melhoras. Não se tratou de uma transformação significativa”, explicou.

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Thiago de Assis

Thiago de Assis é jornalista, graduado em Comunicação Social pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Possui experiência em jornalismo empresarial, investigativo e digital, além de atuação em estratégias de mídia online. Produz conteúdos informativos e analíticos sobre economia, negócios e mercado para o Economic News Brasil.

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