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PIB: alta limita possível corte grande em taxa de juros

Dinheiro: PIB em alta
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 0,9% entre o primeiro e o segundo trimestre. O número ficou bem acima das expectativas iniciais, que variavam entre 0% e 0,3%. Esse desempenho resultou em revisões otimistas para o crescimento econômico brasileiro este ano. As novas projeções indicam um crescimento acumulado de 3% ou mais até o fim do ano.

Entretanto, economistas afirmam que essa imagem de uma economia aquecida torna improvável que o Banco Central acelere os cortes taxa de juros. A tendência atual aponta para reduções contínuas de 0,5 ponto percentual sobre a taxa Selic.

“Com a inflação medida pelo IPCA-15 acima do esperado, já ficou claro que não há espaço para um corte de 0,75 ponto percentual”, declarou Alexandre Espírito Santo, economista-chefe da Órama Investimentos. “A probabilidade de o Copom adotar um corte diferente de 0,5 ponto é próxima de zero.”

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O IPCA-15 é uma prévia da inflação mensal e, em agosto, o resultado elevou a inflação acumulada em 12 meses para 4,24%. De tal forma, a alta da inflação contribui para a postura cautelosa do Copom em relação aos cortes mais agressivos na taxa de juros.

O economista-chefe da Constância Investimentos, Alexandre Lohmann, explicou: “Apesar da sinalização do Banco Central de que era muito pouco provável acelerar o ritmo dos cortes, o mercado não tinha acreditado realmente, e chegou a ver uma probabilidade razoável de que isso pudesse acontecer. Mas com o IPCA acima do esperado e algumas declarações de integrantes do Copom, essa expectativa por cortes adicionais começou a ser reduzida, e o PIB acima do esperado reforça isso.”

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