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Via Varejo: porque as ações caem tanto?

Ações Casas Bahia
(Foto: Divulgação)

Nesta terça-feira (05), as ações da Via, que detém marcas como Casas Bahia e Ponto, sofreram uma queda de 7%, acumulando uma retração de 30% ao longo de 12 pregões e quase 50% no ano. Essa rápida desvalorização está relacionada a um anúncio recente de uma oferta subsequente de ações (follow-on) pela empresa, que visa levantar cerca de R$ 1 bilhão no mercado e melhorar sua estrutura de capital.

No curto prazo, os investidores costumam ficar apreensivos com follow-ons, pois eles podem resultar na diluição de suas participações caso optem por não acompanhar a oferta com novos investimentos. A necessidade de capital da Via se tornou evidente após a divulgação de seu balanço do segundo trimestre, no qual a empresa reportou um prejuízo de R$ 492 milhões, uma significativa piora em relação ao lucro de R$ 6 milhões no mesmo período do ano anterior.

Uma das principais preocupações está relacionada à dívida da empresa, que além dos R$ 3,7 bilhões em dívida bruta e R$ 1,5 bilhão em risco sacado, relatou outros R$ 8,7 bilhões em empréstimos e financiamentos nas notas explicativas do balanço. Desse montante, R$ 5 bilhões são referentes a repasses para instituições financeiras em operações com crédito, uma estratégia utilizada pela Via para financiar as compras dos clientes.

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No segundo trimestre, a taxa média de juros dessas operações foi de 17,56% ao ano, e essa é uma das áreas que a varejista pretende abordar com a oferta subsequente de ações.

Além dos desafios relacionados à dívida, a Via enfrenta um cenário de juros elevados, que afeta negativamente todo o setor varejista. Além disso, análises apontam que a empresa tomou decisões questionáveis nos últimos anos, incluindo investimentos agressivos durante a pandemia que não geraram resultados duradouros.

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